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Um ano após ataque de tigre em zoológico, inquérito policial ainda está sem conclusão

Segundo delegado, o pai da vítima deve ser indiciado por lesão corporal grave

São Paulo|Do R7, com RIC TV

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Vrajamany Rocha perdeu o braço no dia 30 de julho de 2014
Vrajamany Rocha perdeu o braço no dia 30 de julho de 2014

No dia 30 de julho de 2014, Vrajamany Rocha, então com 11 anos, ultrapassou uma área de segurança do zoológico de Cascavel (PR) para alimentar um tigre. Após passar a mão no animal e subir na grade do recinto, o garoto teve o braço direito arrancado.

Na época, segundo testemunhas, a criança teve a ajuda do pai para pular o cercado que limita o acesso do público. Um vídeo feito por um visitante mostrou o menino brincando com o animal momentos antes do ataque. O garoto estava de férias com o pai quando ocorreu o acidente.


Pouco mais de um ano depois, o inquérito da Polícia Civil ainda não foi concluído. De acordo com Rodrigo Santos, delegado responsável pelo caso, as investigações continuam.

— O inquérito tem caminhado no sentido de um indiciamento do pai pelo crime de lesão corporal grave. [Para] esse inquérito está faltando a chegada de uma carta precatória que foi enviada para São Paulo para que fosse ouvida a mãe da vítima, e alguns laudos da criminalística para poder juntar e eu poder relatar o inquérito e enviar ao judiciário.


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Após o ocorrido, o zoológico municipal da cidade recebeu algumas melhorias “necessárias para o aporte de pessoas que frequentam o local”, mas, segundo informou a Prefeitura de Cascavel ao R7, o local estava dentro das normas de segurança do Ibama. Em nota, a administração municipal explicou que “em 2009, o município de Cascavel e o Ibama assinaram um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] para adequar algumas inconformidades que o Zoológico apresentava. No ano de 2010 finalizamos todas as adequações. Portanto, quando da tragédia, todos os recintos estavam dentro dos padrões exigidos pelo Ibama”.

A prefeitura informa, ainda, que não houve aumento de guardas no ambiente após o ataque já que “um mínimo de seis guardas sempre atuaram naquele local de forma satisfatória” e que “em mais de 40 anos, o caso do tigre é o único o que por si só mostra que foi uma fatalidade”.

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