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USP terá policiamento comunitário a partir de segunda-feira, diz secretário

Alunas poderão realizar curso de defesa pessoal contra assédio, de acordo com Moraes

São Paulo|Do R7

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O secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, anunciou nesta quarta-feira (2), que o novo policiamento comunitário na USP (Universidade de São Paulo) vai começar na próxima segunda-feira (7). Alunas da instituição também poderão realizar um curso de defesa pessoal contra assédio, segundo Moraes.

Previsto para ter início neste mês, mas até então sem data definida, o início do trabalho dos policiais comunitários foi acelerado após um estudante ser baleado pelas costas no campus nesta terça-feira (1). Nesta manhã, o secretário se reuniu com o reitor da USP, Marco Antonio Zago, para tratar da segurança na universidade e da nova forma de policiamento.


De acordo com Moraes, o convênio da USP com a pasta deve ser assinado até esta quinta-feira (3), para que os PMs já trabalhem no campus a partir da próxima segunda-feira (7). O modelo é inspirado no método japonês Koban e deve receber sugestões da comunidade acadêmica.

— A base do policiamento é a relação com comunidade. Não há nada relacionado com a Polícia Militar de antes, na época da ditadura, como alguns querem comparar. Ela vai servir para proteger.


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Os policiais serão voluntários e terão idade semelhante a dos estudantes. Eles também usarão um fardamento diferente e não terá rotatividade entre os agentes que atuam na USP. Os policiais usarão a base da GCM (Guarda Civil Metropolitana) que já existe no campus.

— Casos de distúrbio ou reintegração de posse não serão feitos pelo policiamento comunitario. Os policiais e a GCM passarão por um curso de treinamento comum. Também será oferecido para as alunas um curso de treinamento defensivo contra assédios.

O Conseg (Conselho de Segurança) da USP também vai ser lançado a partir da assinatura do convênio. Professores, alunos e funcionários devem indicar representantes para o conselho, que terá reuniões mensais. Uma das primeiras discussões será sobre horário de fechamento e abertura de portões da universidade.

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