Vazamento em Itaquera: fornecimento de gás deve ser restabelecido ainda hoje
Construtora explica o que está sendo feito para normalizar a situação para os moradores
São Paulo|Do R7

O fornecimento de gás para os moradores do condomínio Iguape, em Artur Alvim, na zona leste de São Paulo, deve ser normalizado ainda nesta quinta-feira (26). A informação foi prestada por Eduardo dos Santos, diretor-presidente da construtora Cronacon, responsável pelo condomínio de 300 apartamentos, divididos em 15 blocos e em cinco andares, no qual um vazamento de gás foi denunciado há dois dias.
Em entrevista ao R7, Santos explicou que em 11 blocos os testes, feitos pela construtora, pela Defesa Civil e pela Ultragaz, fornecedora do gás no local, já foram concluídos. Para esses apartamentos, o fornecimento deve ser normalizado nas próximas horas, uma vez que não foram registrados vazamentos. Para os outros quatro blocos, mais testes estão sendo feitos.
— A liberação do gás nesses 11 blocos só depende da entrega da documentação para a Defesa Civil e para a Subprefeitura de Itaquera. Nos demais nós estamos realizando outros testes, a expectativa é liberá-los também, tão logo a gente constate que não existem mais vazamentos. Como eles (testes) são seccionados, levam mais tempo.
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A denúncia de que havia vazamento de gás no condomínio partiu de moradores há dois dias. Por algumas horas eles tiveram de sair dos apartamentos e aguardar na rua, já que havia o risco de explosão. Contudo, no fim da mesma noite eles puderam voltar às suas casas, apesar do fornecimento de gás ter sido interrompido, o que permanecia até às 15h30 desta quinta-feira.
Se algum vazamento ainda for encontrado nos quatro blocos ainda em teste, a construtora não descarta partir para um plano B, o qual consistiria na construção de uma nova tubulação de gás no local.
— Se tiver algum novo vazamento, vamos autorizar essa obra. Não é um serviço caro, mas é demorado, caso seja necessário.
Cheiro notado em abril não era vazamento
Um morador disse ao R7 que o cheiro de gás começou a ser notado no condomínio ainda em abril deste ano, mas que nada foi feito. De acordo com Eduardo dos Santos, o cheiro de gás metano vinha das fossas do local, que não vinham sendo limpas, de acordo com a construtora.
— Cheiro de gás mesmo foi agora esse último. Anteriormente, o cheiro que vinha do ralo dos apartamentos era de metano, já que a fossa não era limpa faz tempo. É preciso ter uma manutenção constante, o que não estava sendo feito.
Tanto a construtora, quanto a Ultragaz, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros atestaram que não existe mais nenhum risco de explosão na área.















