Vem Pra Rua faz ato na capital paulista contra corrupção
Manifestação acontece na avenida Paulista
São Paulo|Do R7, com Agência Estado e Agência Brasil
O movimento Vem Pra Rua realiza na tarde deste domingo (27), em São Paulo, ato contra corrupção e a favor da renovação política. Os manifestantes se concentram na avenida Paulista em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo).
O movimento também realiza ações em outras cidades do País e informou que o ato tem como objetivo "deixar claro a vontade do povo brasileiro pelo fim da impunidade, com a prisão de todos os corruptos condenados, e a favor da renovação política em 2018".
No Rio de Janeiro, os manifestantes ocuparam a pista ao lado do calçadão da avenida, na altura do Posto 5, em Copacabana, de onde saíram em passeata até Ipanema.
Vestindo camisetas do Brasil, inúmeros manifestantes portam faixas e cartazes e protestavam pedindo a saída do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O grito "Fora Gilmar" era o mais ouvido no ato do Rio.
Preocupação política
Presente ao ato do Rio de Janeiro, o analista de sistema aposentado Célio Vedramine, 67 anos, lamentava a pequena adesão ao movimento. Para ele, a população, ao se omitir, fica “conivente com as decisões que vêm sendo tomadas no Congresso Nacional. Infelizmente as pessoas não têm hoje essa preocupação política. Elas gostam muito de reclamar, mas pouco se dão do ponto de vista do engajamento político. Esquecem que o mundo é movimentado pela política. Ao não se engajar, ela, a população, está também sendo um pouco bandida. Se você vota em alguém que está comprovadamente envolvido com a corrupção e nada faz para protestar, está sendo conivente com a situação”, disse.
Para Geraldo D'Giovanni, também aposentado, mas da Força Aérea Brasileira (FAB), a falta de mobilização significa “muita irresponsabilidade política” por parte dos brasileiros. “Eu acho que o brasileiro é muito irresponsável em relação à situação política e social do país. Eu não estou aqui fazendo política: eu não sou petista, peemedebista ou qualquer outro ista. Eu estou aqui em desespero moral por causa dos meus netos e filhos. Eu odeio política, mas estou aqui pelo Brasil”, disse Geraldo.
A manifestação seguiu pela orla. Os participantes pararam em frente aos apartamentos da ex-presidente Dilma Rousseff, em Copacabana, do senador Aécio Neves, em Ipanema, e do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, no Leblon. Cabral foi preso na Operação Lava Jato. Na frente dos imóveis, houve protestos.













