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Vereador de SP e presidente de empresa de ônibus são presos em operação contra o PCC

Três integrantes da facção criminosa também foram detidos em ação com 104 mandados de buscas e apreensão

São Paulo|Do R7, com Agência RECORD*

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O vereador de São Paulo, Senival Moura, e o presidente da Transunião, Lourival de França Monário, foram presos em operação contra lavagem de dinheiro envolvendo o PCC.
  • A operação, chamada "Última Parada", foi realizada pelo GAECO e DEIC, cumprindo 104 mandados de busca em São Paulo e Minas Gerais.
  • Investigações apontam que a Transunião tinha um núcleo paralelo que distribuía dinheiro para o PCC, com um aumento suspeito de capital social de 100 mil para 50 milhões de reais.
  • Foram sequestrados e bloqueados quase 195 milhões de reais em contas bancárias, além da apreensão de embarcações, imóveis e veículos; diretores da Transunião foram afastados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vereador petista foi preso na manhã desta quinta-feira (25), em São Paulo Reprodução/Câmara de Vereadores de São Paulo

O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso na manhã desta quinta-feira (25) em uma operação que mira lavagem de dinheiro na Transunião, empresa de transporte público da capital paulista.

Além do político, Lourival de França Monário, presidente da companhia, e três integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) também foram detidos.


A ação, batizada de “Operação Última Parada”, é realizada por agentes do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, e do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), da Polícia Civil.

Ao todo, policiais e promotores cumpriram 104 mandados de buscas em endereços da capital, região metropolitana, interior e litoral de São Paulo, além da cidade de Extrema, no estado de Minas Gerais.


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Esquema de lavagem de dinheiro

De acordo com a polícia, a investigação iniciou em 2020, após o assassinato do então presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge.

Durante as apurações, foi comprovado que existia um núcleo paralelo responsável por tomar decisões relativas à companhia e distribuir dinheiro a membros da facção criminosa.


Neste período, o capital social da empresa teria saltado de 100 mil para 50 milhões de reais, sem ter a origem dos recursos clara, fato que chamou a atenção das autoridades.

Ainda segundo a investigação, membros do PCC investiram, apenas no ano de 2025, mais de 300 milhões de reais no sistema de transporte paulistano para a prática de lavagem de capitais.


Foi decretado o sequestro e bloqueio de R$ 194.457.851,90 de contas bancárias ligadas aos investigados e à companhia - sendo aproximadamente 100 pessoas físicas e 50 pessoas jurídicas. O valor de bloqueio pode alcançar o valor de 30 bilhões de reais.

Três embarcações, 21 imóveis e 117 veículos também foram apreendidos.

O Poder Judiciário determinou ainda que os diretores da Transunião sejam afastados. A Prefeitura terá que adotar medidas para garantir a regularidade do atendimento à população.

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*Com a colaboração de Guilherme Gomes e Rafael Silva, da Agência RECORD.

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