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Vereador que fez mulher "comer terra" pode ter pena aumentada

Ex-mulher do vereador Guilherme Prócida (PSDB-SP) fez apelação ao Ministério Público. Inicialmente ele foi condenado a 3 meses de prisão

São Paulo|Márcio Neves, do R7

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O Ministério Público de São Paulo deu parecer favorável para aumentar a pena de Guilherme Prócida (PSDB-SP), vereador de Mongaguá e filho do atual prefeito da cidade, que foi preso recentemente com dinheiro no guarda-roupa de sua casa. Guilherme foi condenado em 2017 a 3 meses e 18 dias de prisão por agredir sua ex-mulher, inclusive tentando faze-la comer terra.

Guilherme é filho do prefeito de Mongaguá
Guilherme é filho do prefeito de Mongaguá

A advogada da ex-mulher do vereador, fez uma apelação à Justiça para que a pena fosse aumentada. Por sua vez, o vereador havia feito um pedido para anulação da apelação com a alegação de que o processo já havia prescrito.


O parecer do Procurador de Justiça Vilmar Mendes Ferreira, aceita os argumentos da apelação, afirmando que o vereador "agiu de forma violenta, ferindo e humilhando a vítima com seu comportamento irascível [irritado]".

O R7 tentou contato com o advogado de Guilherme, mas até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.


Como o processo segue em segredo de Justiça, não é possível saber se a Justiça acatou ou não a recomendação do parecer do Ministério Público em aumentar a pena do vereador.

Relembre o caso


O vereador Guilherme Prócida (PSDB), de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, foi condenado à prisão em agosto de 2017 por dar socos na cabeça, puxar os cabelos, jogar da escada e fazer a sua ex-mulher, uma professora de Educação Física de 33 anos, comer terra.

O crime aconteceu em dezembro de 2011, alguns dias antes do Natal. Guilherme é filho do atual prefeito da cidade de Mongaguá, Artur Parada Prócida (PSDB).


O casal estava junto há três anos e a agressão ocorreu quando ele suspeitou de uma traição.

Na época do julgamento a defesa de sua ex-mulher ficou indignada com a sentença de 3 meses e 18 dias de prisão. Já o advogado do vereador afirmou na época que ele era inocente.

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