São Paulo Vídeo mostra sequestro de casal por falsos policiais para obter Pix

Vídeo mostra sequestro de casal por falsos policiais para obter Pix

Vítimas ficaram cerca de três horas em poder dos criminosos em uma rua na zona sul da capital. Polícia faz buscas por suspeitos

  • São Paulo | Do R7, com informações da Agência Record

Câmera flagra ação de falsos policiais civis no Paraíso (SP)

Câmera flagra ação de falsos policiais civis no Paraíso (SP)

Reprodução

Um sequestro-relâmpago realizado por falsos policiais civis em busca de transferências bancárias via Pix foi flagrado em vídeo gravado por celular na rua Tomás Carvalhal, no Paraíso, zona sul de São Paulo, no último dia 22 de julho. 

As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram um casal sendo abordado por três criminosos com distintivos da Polícia Civil, retirado do próprio carro e levado a um outro veículo onde estava um quarto suspeito. O sequestro-relâmpago durou cerca de três horas, e o resgate foi pago pelas próprias vítimas por meio de transferência bancária via Pix. 

Equipes realizam buscas para para esclarecer o crime e prender os autores. Após serem liberadas, as vítimas se dirigiram ao 36º DP (Vila Mariana), onde registraram a ocorrência. O caso está sendo investigado pela Cerco (Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas) da 2ª Seccional.

Casos como este vêm se tornando recorrentes. Em janeiro, houve apenas um caso em São Paulo de sequestros-relâmpago envolvendo Pix. Quatro meses depois, o número havia subido para 64. "Pela vantagem que se tem de manter uma vítima, às vezes em um cativeiro móvel, no próprio veículo dela, não tendo que se expor indo numa agência, por exemplo, pra fazer uma transação bancária, passar um cartão", detalha o delegado Maurício Freire. 

No mesmo dia em que o casal foi abordado, um trio foi preso por sequestrar e roubar o dinheiro de vítimas via Px em bairros nobres da zona sul da capital paulista. A abordagem foi similar. Os suspeitos abordaram a vítima em seu carro em Moema, anunciaram o assalto, e renderam o motorista. A transferência foi de R$ 3 mil. Após a prisão, uma outra vítima reconheceu o grupo e revelou à polícia que foi roubada em R$ 16.500 na Vila Mariana.

No fim de junho, uma quadrilha fez duas abordagens consecutivas, da mesma forma, na Vila São Francisco, zona oeste de São Paulo. Retiraram a primeira vítima do carro e, em seguida, usaram o veículo para assaltar dois casais, na sequência. As cinco vítimas ficaram cerca de 18 horas em poder dos criminosos armados e tiveram que passar senhas e fazer transferências via Pix. O prejuízo foi estimado em R$ 100 mil.

A abordagem também pode acontecer dentro da casa das vítimas. No dia 30 de junho, um integrante de uma quadrilha foi preso após invadir a residência de um casal de idosos no Tremembé, na zona norte de São Paulo, e também exigiram que fizessem transferências.

Uma recomendação de Freire para tentar reduzir os prejuízos é manter um limite baixo de transações diárias. Além disso, ao ser vítima de um caso, a orientação é registrar imediatamente a ocorrência.

Uma das peculiaridades do caso do Paraíso é o disfarce de policiais civis adotado pelos criminosos. A prática também é adotada em outros crimes, mas ainda não recorrente em associação aos sequestros-relâmpago relacionados a transferência por Pix.

Os disfarces, no entanto, já levaram, só no primeiro semestre deste ano, a prisões por extorsão de comerciantes no centro de São Paulo, tentativa de estupro na zona sul, roubo de R$ 100 mil em celulares, tentativa de roubo de mercadorias na zona sul.

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