Saúde Apendicite: entenda o problema que levou Luiz Bacci para uma cirurgia

Apendicite: entenda o problema que levou Luiz Bacci para uma cirurgia

Inflamação do órgão pode ocorrer subitamente e não tem relação com alimentação; apresentador do Cidade Alerta da RecordTV já se recuperou

Apendicite: entenda o problema que levou Luiz Bacci para uma cirurgia

Luiz Bacci foi submetido à cirurgia devido à apendicite

Luiz Bacci foi submetido à cirurgia devido à apendicite

Reprodução/Instagram

A apendicite é uma inflamação que pode acontecer subitamente e, em casos graves, pode gerar necrose do intestino, infecção generalizada e, em ocasiões menos frequentes, até a morte, de acordo com o gastroenterologista Alexandre Sakano, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O problema acomete o apêndice, pequeno órgão em formato de tubo presente na parte inicial do intestino grosso.

Segundo o médico, o órgão não apresenta funções, tendo pequena atividade na juventude para produzir células de defesa, evitando infecções intestinais.

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Segundo Sakano, a inflamação ocorre por um acúmulo de secreções da região, resquícios de alimentos e fezes. Como o apêndice é um "tubo" sem saída, devido a esse acúmulo, além da infecção por bactérias intestinais, a entrada do órgão é obstruída, causando a inflamação.

O gastroenterologista afirma que não é possível prevenir o problema, que também não apresenta qualquer relação com a alimentação ou com o estresse. "O estresse não desencadeia o problema. O que pode deixar a pessoa mais suscetível a ter uma apendicite é a baixa imunidade, que pode ser favorecida pela irritação e fatores emocionais ou pacientes com HIV", explica.

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A apendicite pode evoluir de estágio em poucos dias, passando de estágio inicial, com pouco inchaço, tornando-se mais inchado e formando pus, até perfurar e vazar o conteúdo da inflamação para o corpo — podendo causar sepse — e necrose do apêndice e parte do intestino. O especialista afirma também que a inflamação pode acometer qualquer pessoa, mas o problema é mais frequente entre crianças e jovens até 25 anos.

No último sábado (1°), o apresentador Luiz Bacci, do Cidade Alerta da RecordTV, passou por uma cirurgia de emergência em decorrência de uma apendicite. Bacci teria sentido dores já na sexta-feira (30), mas foi ao hospital no dia seguinte. O apresentador foi internado e diagnosticado com uma apendicite inicial, sendo submetido à cirurgia. Bacci recebeu alta médica na segunda-feira (3) e já voltou a apresentar o programa.

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Entre os sintomas que o problema pode apresentar estão dor ao lado direito da barriga, próxima ao umbigo e, aparentemente, sem motivos. Segundo Sakano, essa dor é fraca e contínua no início, mas pode piorar de maneira progressiva, tornando-se intensa. Náuseas, vômitos, febre e falta de apetite também podem ser sentidos.

Segundo o gastroenterologista, a recomendação é que a pessoa se dirija a um hospital. Entretanto, se não houver acessibilidade no momento dos sintomas e no local, é possível diminuir a dor com o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e repouso, de acordo com orientação médica, podendo esperar cerca de dois dias até se dirigir ao hospital mais próximo.

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Ao chegar no hospital, o problema pode ser detectado por meio de exame de sangue, ultrassom e tomografia. Depois, o paciente é submetido a uma cirurgia, que pode ser a videolaparoscopia, na qual o paciente necessita de anestesia geral. A cirurgia é feita por meio de dois furinhos ao lado direito da barriga, abaixo do umbigo, onde são introduzidos uma pequena câmera de vídeo e instrumentos cirúrgicos ou por meio de uma apendicectomia tradicional, na qual o paciente utiliza a anestesia raquidiana, imobilizando o paciente da cintura para baixo. Neste caso, é feito um corte de 5 cm no lado direito da barriga.

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O pós-cirúrgico pode apresentar algumas complicações, como a progressão da infecção no intestino ou a costura do intestino abrir, vazando o conteúdo fecal. Em ambos os casos, é necessária uma nova cirurgia e, se houver necrose no intestino, o paciente pode precisar de uma bolsa de colostomia, mediante à remoção da parte necrosada.

Para a recuperação, a recomedação médica é de repouso e uso de antibióticos durante uma semana, além de evitar esforço durante um mês.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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