Após suspensões na Europa, Anvisa mantém uso da vacina de Oxford
Agência se reuniu com reguladoras estrangeiras, analisou supostos casos de efeitos adversos e decidiu que vacina ainda é segura
Saúde|Do R7

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) garantiu nesta terça-feira (16) que, até o momento, o uso das vacinas de Oxford é seguro e não apresenta risco que justifique a suspensão do uso do imunizante, como já ocorreu em mais de dez países da Europa após a notificação de alguns casos de trombose entre os vacinados.
Em nota, a Anvisa diz ter se reunido com agências regulatórias de outros 52 países, entre eles os EUA, Reino Unido, Canadá, Japão, Austrália, Irlanda, Dinamarca e Singapura, para avaliar os dados sobre a suposta ligação entre ocorrências de trombose e a vacina.
"De um modo geral, a maioria dos eventos adversos graves com associação temporal às
vacinas são apenas eventos coincidentes, não correspondendo a eventos causados pelos
imunizantes. A diferenciação entre esses dois tipos de eventos requer uma investigação
aprofundada de cada caso", afirmou a agência em comunicado.
A Anvisa ainda pontuou que o lote da vacina que deu início às suspensões feitas por alguns países não veio para o Brasil. Também afirmou que investigou, junto com Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, seis casos de trombose em pessoas vacinadas no Brasil, mas que não encontrou relação de causa com a aplicação das doses.
Até agora, já foram aplicadas mais de três milhões e oitenta mil de doses da vacina no Brasil, em um total de 10,3 milhões de pessoas imunizadas nacionalmente.
Suspensões na Europa
A suspensão da vacina de Oxford em diversos países da Europa foi feita em caráter preventivo, já que ainda não existem evidências de que a vacina tenha causado eventos adversos nos imunizados, o que foi reiterado pela Agência Europeia de Medicamentos.
Segundo a agência internacional, até o momento, os benefícios da vacina continuam a superar possíveis riscos e o número de casos de trombose entre vacinados não parece superar as estatísticas o que é observado na população em geral.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) também afirmou que não vê motivos para suspender o uso da vacina, alegando falta de evidências.















