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Consumo de ultraprocessados escancara problemas sociais e culturais, aponta especialista

Alimentos são conhecidos pelo alto risco de doenças, como obesidade, diabetes e problemas do coração

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo da Unicef revela que fatores sociais como sobrecarga materna e preços baixos levam famílias ao consumo de ultraprocessados.
  • Alimentos saudáveis são vistos como caros, enquanto sucos, salgadinhos e refrigerantes são considerados baratos.
  • Aumento da obesidade em relação à desnutrição é uma preocupação, com crianças rejeitando frutas e vegetais por prefirirem ultraprocessados.
  • Especialista sugere políticas públicas, especialmente nas escolas, para promover alimentação saudável e atividade física.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um novo estudo divulgado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostra que fatores sociais, como sobrecarga materna e preço atraente, levam famílias ao consumo de alimentos ultraprocessadosconhecidos pelo alto risco de doenças, como obesidade, diabetes e problemas do coração.

O levantamento, realizado com 600 famílias de comunidades em Belém, Recife e Rio de Janeiro, mostra que, enquanto sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes são considerados baratos pela maioria das famílias brasileiras, legumes, verduras, frutas e carnes são vistos como alimentos caros.


A imagem mostra a embalagem de um produto alimentício em tom de amarelo, destacando um selo frontal de advertência nutricional. O selo, em formato retangular e com bordas pretas, exibe a frase “ALTO EM” acompanhada de duas identificações: “AÇÚCAR ADICIONADO” e “GORDURA SATURADA”. Ao redor do selo, aparecem elementos gráficos relacionados ao produto, incluindo respingos de chocolate ilustrados na parte inferior direita. O fundo desfocado sugere que a foto foi tirada em um ambiente interno com outras embalagens próximas.
Ultraprocessados podem alterar paladar de crianças e adolescentes Reprodução/Record News

“É um problema social, é um problema de preço de alimento, é um problema de acesso a alimento. E o estudo mostra isso muito bem, né, como as salas das famílias trazem isso, que eles precisam substituir alimentos durante a compra porque o preço não é acessível”, pontua Stephanie Amaral, especialista de saúde e nutrição do Unicef no Brasil.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (31), a especialista aponta que outro ponto preocupante é a superação dos números da obesidade em relação à desnutrição, algo relacionado diretamente ao consumo de ultraprocessados.


Além disso, ela menciona que a alta presença de aditivos causa uma mudança no paladar das crianças, que passam a rejeitar frutas e vegetais por não serem tão atrativos.

Stephanie também destaca que o consumo desses alimentos é visto como uma conquista geracional, uma vez que os então adultos não possuíam acesso em suas infâncias — buscando proporcioná-los aos seus filhos. Desta forma, ela menciona que medidas de políticas públicas, principalmente na escola, são essenciais para mudar essa mentalidade.


“As crianças passam muito tempo na escola, então, pelo menos ali, que elas sejam protegidas dessa publicidade, desses alimentos, da venda desses alimentos, que elas tenham ali uma alimentação saudável, porque em outros ambientes elas vão ser expostas, na rua, principalmente no digital. Então, acho que a escola se torna aí um ponto de referência de promoção de saúde, tanto de alimentação saudável quanto de atividade física para crianças e adolescentes”, finaliza.

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