Consumo de ultraprocessados escancara problemas sociais e culturais, aponta especialista
Alimentos são conhecidos pelo alto risco de doenças, como obesidade, diabetes e problemas do coração
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Um novo estudo divulgado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostra que fatores sociais, como sobrecarga materna e preço atraente, levam famílias ao consumo de alimentos ultraprocessados — conhecidos pelo alto risco de doenças, como obesidade, diabetes e problemas do coração.
O levantamento, realizado com 600 famílias de comunidades em Belém, Recife e Rio de Janeiro, mostra que, enquanto sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes são considerados baratos pela maioria das famílias brasileiras, legumes, verduras, frutas e carnes são vistos como alimentos caros.

“É um problema social, é um problema de preço de alimento, é um problema de acesso a alimento. E o estudo mostra isso muito bem, né, como as salas das famílias trazem isso, que eles precisam substituir alimentos durante a compra porque o preço não é acessível”, pontua Stephanie Amaral, especialista de saúde e nutrição do Unicef no Brasil.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (31), a especialista aponta que outro ponto preocupante é a superação dos números da obesidade em relação à desnutrição, algo relacionado diretamente ao consumo de ultraprocessados.
Além disso, ela menciona que a alta presença de aditivos causa uma mudança no paladar das crianças, que passam a rejeitar frutas e vegetais por não serem tão atrativos.
Stephanie também destaca que o consumo desses alimentos é visto como uma conquista geracional, uma vez que os então adultos não possuíam acesso em suas infâncias — buscando proporcioná-los aos seus filhos. Desta forma, ela menciona que medidas de políticas públicas, principalmente na escola, são essenciais para mudar essa mentalidade.
“As crianças passam muito tempo na escola, então, pelo menos ali, que elas sejam protegidas dessa publicidade, desses alimentos, da venda desses alimentos, que elas tenham ali uma alimentação saudável, porque em outros ambientes elas vão ser expostas, na rua, principalmente no digital. Então, acho que a escola se torna aí um ponto de referência de promoção de saúde, tanto de alimentação saudável quanto de atividade física para crianças e adolescentes”, finaliza.
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