Análise: canetas emagrecedoras irregulares tornaram-se problema de saúde pública
Anvisa cria dois grupos de trabalho para discutir o tema
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Dois grupos de trabalho foram criados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para discutir os riscos das canetas emagrecedoras. Por um período de 45 a 90 dias, as equipes — compostas por profissionais da saúde — farão o acompanhamento de planos de ação relacionados ao tema e devem debater sobre as decisões futuras que a agência tomará quanto ao medicamento.
Uma fiscalização maior em torno de variantes irregulares dos medicamentos é um dos principais temas a serem explorados nos encontros. “Todas essas versões podem escapar dos critérios de boa prática na fabricação, com grau de pureza desconhecido, contaminantes, produtos que podem gerar reações alérgicas, variações de dose”, alertou o diretor da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), Clayton Macedo.
Ele destacou que a proporção tomada pelas versões irregulares das canetas emagrecedoras tornou-se um problema de saúde pública. Por isso, afirma que os grupos desenvolvidos pela Anvisa tentam reivindicar a proibição dos modelos manipulados e a punição daqueles que os comercializam.
Náuseas, vômitos, dores abdominais e queda de glicose são alguns dos efeitos notados pelos usuários das variantes que são desaconselhadas pela Anvisa. “Nós, como sociedade, lutamos para ampliar o acesso da população a medicações aceitas. Infelizmente, a obesidade é a única doença crônico-degenerativa que não tem tratamento medicamentoso dispensado pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Isso é grave”, lamenta Clayton.
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