Saúde Dengue cresce cinco vezes em relação ao ano passado no país

Dengue cresce cinco vezes em relação ao ano passado no país

Foram registrados mais de 675 mil casos da doença este ano, um aumento de 400%; zika também cresceu, atingindo 988 grávidas, maioria no Rio de Janeiro

Dengue cresce cinco vezes em relação ao ano passado no país

O mosquito Aedes aegypit transmite dengue, zika e chikungunya

O mosquito Aedes aegypit transmite dengue, zika e chikungunya

Pixabay

O Brasil registra cinco vezes mais casos de dengue que no ano passado. Segundo o último informe epidemiológico do Ministério da Saúde, de 4 de maio, foram registrados 675.174 casos prováveis da doença desde o início do ano. No mesmo período do ano passado, houve 134.048 ocorrências, o que representa um aumento de 403%.

A incidência da dengue, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, tem taxa de 323,8 casos por 100 mil habitantes.

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O número de mortes também cresceu 115%, passando de 82 em 2018 para 189 este ano, sendo a maior parte no Estado de São Paulo, líder em número de casos, com 232.183. A região Sudeste concentra mais de 474 mil casos de dengue. 

O Ministério ressalta que em 10 Estados e o Distrito Federal a situação é "mais preocupante", pois apresentam alta incidência da doença - maior que 100 casos por 100 mil habitantes. 

Esses Estados são Minas Gerais (1.000 casos/100 mil hab.), Tocantins (903,5 casos/100 mil hab.), Mato Grosso do Sul (902,6 casos/100 mil hab.), Goiás (829,4 casos/100 mil hab.), Acre (539,4 casos/100 mil hab.), Espírito Santo (539,4 casos/100 mil hab.), São Paulo (509,9 casos/100 mil hab.), Distrito Federal (431,2 casos/100 mil hab.), Paraná (216,8 casos/100 mil hab.), Rio Grande do Norte (147,4 casos/100 mil hab.) e Mato Grosso (126,5 casos/100 mil hab.).

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A zika também registrou aumento esse ano, de 7%. Até 20 de abril, houve 4.161 casos. No ano passado, foram 3.877 no mesmo período. Não há registro de morte por zika este ano.

A região que concentra o maior número de casos passou do Nordesde para o Sudesde, com 1.684 casos. A maior incidência da doença ocorre no Tocantins (46,3 casos/100 mil hab.), segundo a pasta.

A zika continua acometendo grávidas. Neste ano, foram registrados 988 casos prováveis em gestantes, sendo 193 já confirmados. O Ministério destaca que 37,3% (72) dos casos confirmados foram registrados no Rio de Janeiro, seguido do Espirito Santo 18,1% (35), Minas Gerais com 7,7% (15) e Mato Grosso do Sul com 5,6% (11).

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Já a chikungunya teve redução de 29%, passando de 48.344 no ano passsado para 34.054 este ano. No entanto, no Rio de Janeiro, a doença explodiu, com mais de 26 mil casos registrados e incidência de 121,8 casos por 100 mil habitantes.

Neste ano, cinco pessoas morrreram em decorrência da chikungunya, sendo três no Rio de Janeiro, uma na Bahia e uma no Distrito Federal.

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