Saúde Diarreia e "dor de barriga" podem ser sinais de doença grave

Diarreia e "dor de barriga" podem ser sinais de doença grave

Especialistas esclarecem dúvidas da população na estação Sé do metrô nesta terça-feira (5)

Diarreia e "dor de barriga" podem ser sinais de doença grave

Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa podem provocar diarreia contínua, dor abdominal, cansaço e perda de peso

Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa podem provocar diarreia contínua, dor abdominal, cansaço e perda de peso

Thinkstock

A campanha Seu Intestino Mudou, que começa nesta terça-feira (5) e termina no sábado (9), alerta a população sobre a importância do diagnóstico precoce das doenças inflamatórias intestinais. O evento, que acontece na estação Sé do metrô (saída Anita Garibaldi), em São Paulo, das 9h às 18h, conta com 64 especialistas para esclarecer dúvidas da população e incentivar a procura de um serviço de saúde caso surjam sintomas.  

A ação baseia-se em um estudo realizado pela GEDIIB (Grupos de Estudos das Doenças Inflamatórias Intestinais) que mostra que o brasileiro prefere esperar os sintomas passarem, ou fazer a automedicação, mesmo na presença de sinais graves, como sangue nas fezes.

As doenças inflamatórias intestinais podem ser graves, como a doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, e provocar diarreia contínua, às vezes com sangue nas fezes, dor abdominal, cansaço e perda de peso. Essas condições crônicas e autoimunes aumentam as chances de incapacitação física e à necessidade de cirurgia no intestino e reto. Infelizmente, elas são desconhecidas pelos brasileiros.

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De acordo com o professor Sender Miszputen, chefe da disciplina de gastroenterologia da Escola Paulista de Medicina e presidente da GEDIIB, tanto a doença de Crohn quanto a retocolite trazem importantes consequências físicas e emocionais, comprometendo a qualidade de vida dos doentes.

— Podem ser controladas se diagnosticadas precocemente e tratadas de forma adequada, evitando-se possíveis cirurgias.

O diagnóstico pode ser feito com base no histórico clínico dos pacientes, exames de sangue e imagens. O tratamento inclui alterar os maus hábitos (como parar de fumar), adotar uma dieta saudável e o uso medicamentos para o controle da doença.

Pesquisa

Uma pesquisa realizada em seis capitais brasileiras, incluindo São Paulo, mostra que, no primeiro semestre, 61% das pessoas se automedicam ou tomam remédios caseiros em casos de diarreia frequente; já 46% preferem se automedicar em casos de dores abdominais e 39% preferem “esperar passar” os sintomas.

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Essas doenças inflamatórias intestinais afetam homens e mulheres indistintamente e o diagnóstico precoce acontece, geralmente, por volta dos 30 anos.

Serviço

Campanha Seu Intestino Mudou

Data: 5 a 9 de novembro

Endereço: Estação Sé do Metro (saída Anita Garibaldi)

Horário: 9h às 18h