Ebola no Congo pode se tornar emergência internacional em saúde

OMS promoverá reunião nesta quarta-feira (17) para tomada de decisão; doença já matou 139 na República Democrática do Congo, onde há surto

Ebola é altamente contagiosa, sendo transmitida, inclusive depois da morte

Ebola é altamente contagiosa, sendo transmitida, inclusive depois da morte

Fiston Mahamba/Reuters/06-09-18

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, convocou uma reunião do comitê internacional para definir se o surto de ebola identificado na República Democrática do Congo configura emergência em saúde pública de interesse internacional.

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A previsão é que o grupo se reúna nesta quarta-feira (17) para a tomada de decisão.

Em agosto, o diretor-geral da OMS chegou a fazer um apelo para que todas as partes envolvidas em conflitos armados na República Democrática do Congo baixassem as armas e ajudassem a conter o avanço do surto.

Na ocasião, Tedros disse estar mais preocupado com este novo surto da doença, identificado inicialmente na província de Kivu do Norte, do que ficou com o surto anterior, que atingiu a província de Equateur.

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“Na noite em que ficamos em Beni [município de Kivu do Norte], houve um incidente a cerca de 15 kms. Quatro civis foram mortos e vários deles foram sequestrados. Este ambiente é realmente propício para que o ebola se espalhe livremente”, disse.

A província de Kivu do Norte concentra mais de 1 milhão de refugiados e faz fronteira com Ruanda e com Uganda. O local registra grande movimento de pessoas em razão de atividades comerciais. A OMS chegou a alertar autoridades de países vizinhos para que se mantenham alertas e preparadas, caso seja necessário agir contra o ebola.

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Números

De acordo com a última atualização da OMS, a República Democrática do Congo registrava, até esta segunda-feira (15), um total de 214 casos de ebola, sendo 179 confirmados e 35 prováveis. Há ainda 25 casos classificados de suspeitos e em fase de investigação. Também foram contabilizadas no país, segundo a entidade, 139 mortes provocadas pela doença.

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