Logo R7.com
RecordPlus

Eficácia após 1ª dose de Pfizer é menor em variantes, aponta estudo

Cientistas analisaram ação da vacina nas cepas Alfa (Reino Unido), Beta (África do Sul) e Delta (Índia). Gama (Brasil) não foi estudada

Saúde|Do R7

  • Google News
Imunizante da Pfizer não tem mesma eficácia em variantes, após 1ª dose
Imunizante da Pfizer não tem mesma eficácia em variantes, após 1ª dose

A eficácia da primeira dose da vacina anticovid da Pfizer é menor nas variantes descobertas na Inglaterra (chamada de Alfa), Índia (chamada de Delta) e África do Sul (chamada de Beta) do que contra a cepa original. Foi o que mostrou um estudo feito em laboratório pelo centro de pesquisa biomédica de Londres, Francis Crick Institute. 

No entanto, os autores do artigo publicado na revista científica The Lancet, nesta sexta-feira (4), alertaram que esses resultados são inconclusivos e serão necessários mais estudos entre a população real.


Os pesquisadores avaliaram a produção de anticorpos protetores, chamados neutralizadores, de pessoas vacinadas com pfizer/BioNTech, colocando suas amostras de sangue em contato com várias versões do vírus: as iniciais descobertas em Wuhan (China) e a que dominou a Europa em meados de 2020, a variante Alfa, Beta e Delta.

Leia também

"Após uma única dose da Pfizer/BioNTech, 79% das pessoas tiveram uma resposta de anticorpo detectável à cepa original, mas isso foi 50% contra a variante Alfa, 32% contra delta e 25% contra Beta", segundo o Instituto Francis Crick, em Londres, autor do estudo com o Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde da Grã-Bretanha (NIHR).


"É essencial garantir proteção suficiente para evitar internações o máximo possível. Nossos resultados sugerem que a melhor maneira de conseguir isso é administrando rapidamente a segunda dose", disse uma das pesquisadores, Emma Wall, citada em um comunicado.

Ao mesmo tempo, o estudo mostrou que após as duas doses da vacina da Pfizer, o nível de anticorpos protetores foi menor na presença de delta do que nas outras duas variantes, corroborando pesquisas anteriores, como uma realizada pelo Instituto Pasteur, na França.


Apesar disso, os autores reconhecem que "os níveis de anticorpos não são a única maneira de determinar a eficácia das vacinas e que novos estudos são necessários entre a população real".

O estudo saúda a recente decisão do Reino Unido de reduzir o intervalo entre as duas doses da vacina da Pfizer de um máximo de três meses para oito semanas para aqueles com mais de 50 anos e os mais vulneráveis.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.