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Entenda como eficácia da vacina do sarampo criou ‘ilusão’ e fez casos dispararem

Notificações da doença aumentaram em cerca de 32 vezes entre 2025 e o início de 2026; América do Norte concentra 95% dos relatos

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Casos de sarampo nas Américas aumentaram quase 32 vezes de 2025 ao início de 2026.
  • A maior concentração de casos está na América do Norte, com 95% dos relatos, sendo o México o mais afetado.
  • 78% das pessoas não vacinadas contribuíram para o aumento dos casos, refletindo movimentos antivacina pós-Covid-19.
  • A eficácia da vacina gerou uma "ilusão" de erradicação do sarampo, evidenciando a importância da vacinação contínua.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O número de casos de sarampo aumentou quase 32 vezes nas Américas entre 2025 e o início de 2026. Os dados fizeram a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) emitir um alerta para os países da região.

Segundo a organização, no último ano, foram registrados 14.891 casos contra 446 do ano anterior, além de 29 óbitos. O levantamento aponta que a maior concentração está na América do Norte, com quase 95% dos diagnósticos em 2025, ou 14.106 relatos. México lidera o número de ocorrências (6.428), seguido de Canadá (5.436) e dos Estados Unidos (2.242).


Mão com unhas roxas segura uma seringa retirando a vacina de uma ampola transparente
Quase 80% dos casos ocorreram entre não vacinados Reprodução/Record News

Um fato que chama a atenção é a relação entre o número de casos e o percentual de indivíduos não vacinados, com 78% das pessoas que não receberam o imunizante e outros 11% com status de vacinação desconhecido — no Brasil, dos 38 casos, 36 ocorreram entre não vacinados.

Para João Prats, infectologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, esse cenário se deve pelos atuais movimentos antivacina que cresceram no mundo após a pandemia de Covid-19.


Outro ponto destacado pelo médico é como a eficácia do imunizante, com a redução de casos, fez com que se criasse uma “ilusão” de que o sarampo estivesse erradicado. No entanto, ele lembra que a vacinação apenas impede a propagação do vírus e que, sem a proteção do imunizante, a doença volta a circular entre a população.

“A história contou para a gente quesarampo, caxumba e rubéola é uma vacina muito segura e que nos protegia de uma doença potencialmente grave como sarampo. Que pena, né? A gente tem que mudar de novo, trazer à tona de novo, porque essa é uma vacina excelente, que está aí há muito tempo, e que, veja, o Brasil está melhor que os Estados Unidos”, ressalta Prats em entrevista ao News 19h.

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