Saúde Entenda o que é erisipela, problema que levou Sheila Mello à internação

Entenda o que é erisipela, problema que levou Sheila Mello à internação

Dançarina do grupo É o Tchan está no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, desde sábado (1º); erisipela acometeu sua coxa esquerda

Infecção de Sheila Mello ocorre por pequenos traumas na pele

Dançarina segue internada para tratar a infecção na coxa esquerda

Dançarina segue internada para tratar a infecção na coxa esquerda

Reprodução/ Instagram

A dançarina Sheila Mello, 40, conhecida como "A loira do Tchan", foi internada na noite do sábado (1º), por conta de uma erisipela, inflamação na pele que pode ser ocasionada por uma infecção.

De acordo com uma publicação em seu Instagram, a infecção se manifestou na coxa esquerda da dançarina. Sheila diz que fez uma drenagem e está sendo medicada com antibióticos na veia. Ela irá continuar internada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, até apresentar melhora, conforme revelou a seus seguidores.

Segundo o dermatologista Caio Lamunier, do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), a erisipela é uma inflamação que ocorre nas camadas mais superficiais da pele, entre a derme e a gordura, que provoca o aparecimento de placas vermelhas, quentes e doloridas na pele. Normalmente, a inflamação é ocasionada por bactérias comuns na pele, como a Streptococcus.

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Lamunier afirma que embora essas bactérias vivam na pele, elas não conseguem penetrá-la. "Para desenvolver a erisipela, essas bactérias precisam de uma porta de entrada, como feridas, unhas encravadas, picadas de inseto, um arranhão", explica.

De acordo com o médico, pessoas que tenham imunidade mais baixa, como diabéticos e idosos, podem ser mais propensas a desenvolver o problema. Em casos de pessoas saudáveis, como Sheila Melo, o dermatologista afirma que a erisipela pode ser ocasionada por traumas e teriam melhor evolução do quadro.

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"A infecção precisa ser tratada rapidamente porque ela pode se espalhar, tornando-se profunda, podendo pegar músculos, ossos e corrente sanguínea, ficando cada vez mais grave", explica o dermatologista.

Quando essa infecção se torna mais profunda, ela pode evoluir para celulites — quando a infecção chega a camadas mais profundas de gordura, diferentemente das celulites de incômodo estético — e abscessos, apresentando, além das inflamações, febre e calafrios, podendo ter a necessidade de cirurgias.

Se a erisipela não for tratada, pode evoluir para celulites, abscessos e, consequentemente, provocar infecções no músculo, ossos, sepse e até amputação do membro.

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O tratamento deve ser realizado a partir do diagnóstico da erisipela, feito de maneira clínica. O uso de antibióticos pode ser realizado por via oral, desde que o paciente volte ao médico em até 48h para avaliar se há melhora no quadro. Há também a possibilidade do uso de antibióticos endovenosos, que podem oferecer melhora rápida, como no caso de Sheila, e para grupos e áreas de risco, como locais próximos a genitais e olhos, que precisam de maior acompanhamento.

O dermatologista esclarece que a drenagem, como a dançarina falou, pode ser feita para melhorar o quadro. Em casos de erisipela, é feita a drenagem linfática, de maneira a melhorar o retorno venoso. Já em casos de celulite, é feita uma drenagem com agulha para retirar o pus do local.

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A partir do uso de antibióticos, o quadro pode apresentar resposta em até dois dias, e melhorar em até quatro dias. Já em casos mais graves, o quadro pode levar uma semana até haver melhora.

Para prevenir o aparecimento de uma erisipela, Lamunier afirma que é necessário tratar essas portas de entrada, evitando manipular excessivamente as unhas e sempre lavar os machucados.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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