Logo R7.com
RecordPlus

Filipinas são onde mais crescem os contágios de HIV no mundo, diz ONU

O programa das ONU para o combate à AIDS registrou 13.384 novas infecções em 2018, isso equivale a crescimento de 203% em relação à 2010

Saúde|Da Agência EFE

  • Google News
Quase 37 milhões de pessoas têm HIV; sem o tratamento adequado, podem desenvolver a aids
Quase 37 milhões de pessoas têm HIV; sem o tratamento adequado, podem desenvolver a aids

As Filipinas são o país onde mais crescem os contágios de HIV no mundo, com 13.384 novas infecções em 2018, 203% mais que as registradas em 2010, segundo os últimos dados do UNAIDS, o programa das Nações Unidas para o combate à aids.

"É o país com a epidemia de HIV de mais rápido crescimento no mundo, não só da região Ásia-Pacífico. Fomos o número 1 em 2018", ressaltou o diretor do UNAIDS nas Filipinas, Louie Ocampo, durante uma conferência realizada na segunda-feira.


Leia mais: "Vírus HIV pode ser controlado, discriminação, não", diz soropositivo

Quase 37 milhões de pessoas no mundo todo estão infectadas com o HIV, o que pode derivar na aids se não receberem tratamento antirretroviral adequado.


Ocampo explicou que as Filipinas têm a taxa mais alta de crescimento de contágios desde 2010, mas, "em termos absolutos, o número de pessoas infectadas ainda é baixo se comparado com os países africanos".

Nas Filipinas há cerca de 77 mil pessoas com HIV, mas apenas 62.029 foram diagnosticadas, segundo o diretor da agência das Nações Unidas no país, onde no ano passado foram registradas 1.200 mortes vinculadas à aids.


Saiba mais: Governo altera Programa de Aids, considerado referência mundial

Ocampo advertiu que se não forem tomadas "medidas drásticas", a este ritmo de crescimento o número de pessoas infectadas com HIV nas Filpinas alcançará 201 mil até 2025.


Entre 2010 e 2018, 80% dos contágios diagnosticados ocorreram por relações sexuais entre homens. A mesma porcentagem corresponde aos grupos de idades mais jovens: mais de 19 mil pessoas entre 15 e 24 anos deram positivo, e 34.500 de 25 a 34 anos.

O estudo acrescenta que 50% dos infectados entre 15 e 25 anos, a maioria homens que tiveram relações sexuais com outros homens, admitiram não ter usado preservativo.

Leia mais: Entenda a mutação no gene que fornece resistência ao HIV 

"A nossa epidemia está se tornando cada vez mais jovem demograficamente", comentou Ocampo, motivo pelo qual o UNAIDS pediu ao governo uma emenda à lei da aids para que diminua a idade de consentimento para os exames de HIV e o acesso aos serviços de saúde reprodutiva.

Grávidas com HIV podem ter bebês saudáveis. Saiba mais sobre a Aids:

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.