Júnior passa por cirurgia de pedra no rim. Entenda o procedimento
Urologista afirma que operação é minimamente invasivo; segundo ele, consumo diário de 2,5 l de água e de dois limões ajuda a prevenir o problema
Saúde|Giovanna Borielo, do R7*

O cantor Júnior Lima, 34, realizou cirurgia para retirada de pedra no rim nesta segunda-feira (19). Foi a segunda a qual ele foi submetido em menos de um mês.
Na última sexta-feira (16), ele anunciou que teria de desmarcar suas próximas apresentações devido ao problema.
Segundo Júnior relatou em seu Instagram, a operação desta segunda-feira está diretamente relacionada à cirurgia de emergência realizada em 30 de outubro.
Nesse procedimento, foi feita a implosão a laser de um grande cálculo renal. Em seguida, foi colocado um catéter ligando o rim e à bexiga, de maneira a evitar a obstrução do canal. Na rede social, o cantor se queixou de dores devido as outras pedras.
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De acordo com o urologista Francisco Kanasiro, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBUSP), pedras com tamanho de 6mm ou mais necessitam de cirurgia, enquanto cálculos até 5 mm precisam somente de acompanhamento médico, pois têm condições de sair naturalmente do organismo. A cirurgia depende também do local em que a pedra se encontra e da sua composição.
"Pedras compostas por ácido úrico não necessitam de intervenção, pois são solúveis, sendo expelidas facilmente junto à urina. Já as compostas por cálcio, que são a maioria, precisam de implosão para que possam ser retiradas", afirma o médico.
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Segundo Kanasiro, o procedimento mais comum para a retirada das pedras é a ureteroscopia, que tem duração média de uma hora. Neste procedimento, o paciente necessita de internação e anestesia geral para a introdução de uma cânula endoscópica com aparelho de vídeo no orifício da uretra, onde sai a urina.
A cânula, então, segue para a bexiga e depois ao ureter, canal que transporta a urina do rim para a bexiga, até achar a pedra. Quando o cálculo é localizado, é feita a sua implosão a laser para fragmentar a pedra e, assim, o médico pode retirar os cálculos com uma pinça específica.
Kanashiro afirma que, se a formação de pedras for recorrente ou houver inflamação, é colocado o catéter "duplo J" dentro do ureter, para que não haja obstrução do canal por pedras remanescentes após o procedimento, com permanência de cinco dias a duas semanas. Após o procedimento de retirada dos cálculos renais, o paciente recebe alta em até dois dias.
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O urologista afirma que as pedras nos rins podem aparecer em qualquer idade. Entretanto, há a frequência de cálculos a partir dos 30 anos que, segundo ele, está relacionada à baixa ingestão líquida e à alta ingestão de proteínas e sal, além do sedentarismo e da pré-disposição genética. O médico afirma que, para prevenir a formação de novas pedras é recomendada a ingestão diária de 2,5 l de água diariamente e o consumo diário de dois limões.
*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini
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