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Mortes por ‘supergripe’ crescem 36,9% em quatro semanas e acendem alerta no Brasil

Maioria dos estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste apresenta sinais de crescimento de casos positivos

Saúde|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mortes por Influenza A aumentaram 36,9% no Brasil em quatro semanas.
  • Maioria dos estados nas regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste apresenta crescimento de casos de SRAG.
  • Aumento significativo também nas mortes por rinovírus (30%) e Covid-19 (25,6%).
  • Importância da vacinação é enfatizada, especialmente para grupos vulneráveis como idosos e crianças.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasília (DF), 10/06/2025 - Campanha de vacinação contra gripe.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Pesquisadora diz que dados reforçam a importância da vacinação Joédson Alves/Agência Brasil - 10.6.2025

Os números de óbitos associados à Influenza A aumentaram 36,9% no Brasil nas últimas quatro semanas epidemiológicas, segundo dados do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O vírus é conhecido por causar a “supergripe”.

O avanço reflete o aumento dos registros de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) associados ao vírus em todo o país. De acordo com a Fiocruz, a maioria dos estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste apresenta sinais de crescimento de casos positivos.


Já os estados do Pará, Ceará e Pernambuco registram sinais de queda, enquanto o Paraná começa a indicar aumento no número de casos.

No mesmo período, também houve crescimento relevante nas mortes relacionadas ao rinovírus e à Covid-19, com altas de 30% e 25,6%, respectivamente.


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No consolidado, a prevalência entre os casos positivos de síndrome respiratória aguda grave foi liderada pelo rinovírus (45,3%), seguido por influenza A (27,4%), vírus sincicial respiratório (17,7%), Covid-19 (7,3%) e influenza B (1,5%).

Diante desse cenário, o boletim aponta que a maioria dos estados brasileiros se encontra em nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.


Para a pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, os dados reforçam a importância da vacinação, sobretudo para os grupos vulneráveis.

“É fundamental que idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, afirma.


“Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o vírus sincicial respiratório, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, acrescenta.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza A começou em 28 de março em todo o país e segue até 30 de maio.

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