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MP recolhe supostos exames fraudados em Pelotas para análise

Amostras de janeiro de 2017 a junho deste ano foram encaminhas para perícia; prefeita suspendeu exames até contratação de novo laboratório

Saúde|Giovanna Borielo, do R7*

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UBS Bom Jesus, em Pelotas, de onde partiu denúncia contra exames
UBS Bom Jesus, em Pelotas, de onde partiu denúncia contra exames

O Ministério Público do Rio Grande do Sul recolheu, na manhã desta sexta-feira (20), cerca de 17 mil amostras de exames para prevenção de câncer de colo do útero do laboratório SEG (Serviço Especializado de Ginecologia).

As amostras foram encaminhadas para o Instituto Geral de Perícia do Rio Grande do Sul (IGP/RS), em Porto Alegre, para que sejam submetidas a nova análise, de acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público.


Tratam-se de exames citopatológicos cérvico-vaginal/microflora e exames de rastreamento, coletas de rastreamento para o câncer de colo de útero realizados no período de janeiro de 2017 a junho de 2018. O método da análise não foi divulgado.

Leia também: Mãe aponta fraude no exame de filha vítima de câncer em Pelotas


O recolhimento dessas amostras foi determinado pela prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, e também solicitado pelo Ministério Público. O laboratório SEG (Serviço Especializado de Ginecologia), de Pelotas, havia informado por meio de nota na última segunda-feira (17) que as amostram estavam à disposição das autoridades.

A prefeita também informou, por meio de nota, que a realização de exames de prevenção de colo de útero serão suspensos durante uma semana nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade até que seja efetivada a contratação de um novo laboratório. Os materiais já coletados e que aguardam análise, cuja validade é de 15 dias, terão de ser colhidos novamente caso a contratação laboratorial ultrapasse esse período.


Entenda o caso

O laboratório SEG (Serviço Especializado em Ginecologia) de Pelotas, que presta serviço para o SUS, recebeu uma denúncia de médicos e enfermeiros da UBS Bom Jesus de ter fraudado exames de prevenção de cólo de útero.


Entre 2014 e 2017, nenhuma mulher que fez o exame teve alteração descrita no resultado. A suspeita é que o laboratório teria realizado resultados por amostragem, em vez de analisar todos os laudos.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

Prefeitura suspende laboratório suspeito de fraudar exames:

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