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Novas medidas para pessoas com TEA são um ‘ganho para as famílias’, diz psicóloga

Projetos para acessibilidade sensorial pretendem melhorar inclusão de autistas em espaços públicos

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Novas medidas em São Paulo visam melhorar a qualidade de vida das pessoas com TEA.
  • Decreto obriga shoppings com mais de 2 mil visitantes a instalar salas de regulação sensorial.
  • Projeto no Senado reserva assentos em estádios para autistas e introduz abafadores de ruído.
  • A psicóloga Camila Canguçu destaca a importância da estimulação e intervenções precoces para o desenvolvimento das crianças.

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Novas medidas aprovadas em São Paulo pelo governador Tarcísio de Freitas prometem avanços na qualidade de vida das pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista). O novo decreto exige a instalação de salas de regulação sensorial em shopping centers que recebem mais de 2.000 visitantes diariamente.

Além disso, em Brasília, a Comissão do Esporte do Senado aprovou um projeto de lei que obriga estádios com capacidade superior a 10 mil lugares a reservar pelo menos 2% dos assentos para pessoas do espectro e implementar medidas como abafadores de ruído.


Pessoa veste camisa branca e segura crachá preso a cordão colorido com peças de quebra-cabeça em vermelho, azul, amarelo e verde. No crachá há texto em português mencionando lei sobre direitos do autismo e prioridade de atendimento para pessoas com deficiência.
ABA, terapia ocupacional e fonoaudiologia são essenciais para desenvolver habilidades sociais em pessoas com TEA Reprodução/Record News

As ações ocorrem devido ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril. Em entrevista ao Jornal da Record News desta segunda-feira (7), a psicóloga Camila Canguçu destacou os benefícios das salas sensoriais para famílias.

“Foi muito interessante, muito importante. Há um ganho para as famílias. [...] Ter essas salas sensoriais, um local seguro para que elas possam se acalmar, se tranquilizar, brincar e ficar bem, pode ser um descanso tanto para a criança quanto para a família”, explica.


Além disso, Camila ressaltou a importância das terapias após o diagnóstico do autismo. Intervenções como a ABA (Análise Comportamental Aplicada), terapia ocupacional e fonoaudiologia são essenciais para desenvolver habilidades sociais e comunicativas nas crianças diagnosticadas cedo.

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“Essas terapias, quanto antes elas começam, melhor. [...] Não é que uma criança mais velha não se beneficie das terapias, mas quanto antes, melhor. Por isso a gente fala da estimulação precoce, do diagnóstico precoce, para que a estimulação comece antes”, explica.


Com as novas regulamentações, a ideia é promover uma maior inclusão social dessas famílias. “Se ela tem um local seguro para a criança ficar, ela pode assistir à partida, a família pode assistir à partida. Então isso aí é inclusão, isso é falar de inclusão”, comenta.

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