Logo R7.com
RecordPlus

Órgão regulador dos EUA concede primeira aprovação a terapia de transplante de fezes

Tecnologia é destinada a pacientes com um tipo de infecção recorrente pela bactéria C. difficile, que pode ser fatal

Saúde|Do R7, com Reuters

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Transplante substitui bactérias do intestino do paciente pelas de um doador saudável
Transplante substitui bactérias do intestino do paciente pelas de um doador saudável

A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, aprovou na quarta-feira (30) a primeira terapia baseada em transplante fecal no país. A tecnologia, da empresa suíça Ferring Pharmaceuticals, destina-se a pacientes com um tipo de infecção bacteriana recorrente. 

A terapia, Rebyota, tem como alvo a superbactéria Clostridium difficile, ou C. difficile — responsável por infecções que podem causar diarreia grave e ser fatais. Nos Estados Unidos, a infecção está associada às mortes de 15 mil a 30 mil pessoas anualmente. 


Embora esta seja a primeira terapia aprovada pela FDA para infecções recorrentes por C. difficile, os transplantes de microbiota fecal — definidos pelo regulador como investigacionais — têm sido o padrão de tratamento nos EUA para essa condição.

"Como o primeiro produto de microbiota fecal aprovado pela FDA, a ação representa um marco importante, pois fornece uma opção adicional aprovada para prevenir CDI [Clostridium difficile] recorrente", disse Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da agência.


O Rebyota é administrado por meio de um enema e atua repondo as boas bactérias intestinais por meio de amostras de micróbios destilados das fezes de doadores saudáveis.

A aprovação da terapia vem de um voto positivo dos conselheiros do órgão regulador em setembro, já que a maioria do painel buscou a padronização da terapia.

A Ferring, que adquiriu a terapia por meio da compra da Rebiotix, com sede nos Estados Unidos, em 2018, não estava imediatamente disponível para comentar o preço e a disponibilidade da terapia.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.