Ozonioterapia, usada por Anitta nos EUA, não é recomendada no Brasil
Cantora revelou que a terapia, realizada para melhorar o condicionamento físico, faz parte de sua preparação para escalar o Monte Everest
Saúde|Do R7

Em transmissão ao vivo realizada na última quinta-feira (8) nas redes sociais, a cantora Anitta revelou que se submeteu à ozonioterapia para melhorar o seu condicionamento físico há três meses, nos Estados Unidos. Não há comprovação científica para a técnica, que não é permitida na prática médica no Brasil.
Anitta fez a live no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, mas não deu detalhes sobre a internação. Disse apenas que não estava relacionada à cirurgia de endometriose a que foi submetida em julho.
No último fim de semana, a cantora revelou que havia tratado recentemente uma mononucleose. Também conhecida como doença do beijo, trata-se de uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr, transmitida por saliva, sangue e objetos contaminados. Normalmente, é assintomática e pode ser facilmente confundida com outras doenças respiratórias.
A cantora contou no vídeo que, como parte de sua preparação para escalar o Monte Everest, ela resolveu se submeter à ozonioterapia, em suas palavras, "uma terapia que tira o sangue, mistura com ozônio e volta ao corpo". E concluiu: "Isso aumenta a imunidade".
A terapia vem sendo proposta como tratamento para as mais diversas condições, entre elas osteoporose, hérnia de disco, feridas crônicas, hepatite B e C, herpes zoster, HIV-Aids, esclerose múltipla, câncer, problemas cardíacos, Alzheimer, doença de Lyme, entre outras.
A ozonioterapia chegou até a ser cogitada para o tratamento da Covid-19. O problema: não há comprovação científica para nenhum desses usos.
Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina), "trata-se de procedimento ainda experimental, cuja aplicação clínica não está liberada, devendo ocorrer apenas em ambiente de estudos científicos."
Já a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autoriza o uso da terapia só como auxiliar para alguns procedimentos odontológicos e estéticos.
Segundo a agência, "não há, até o momento, nenhuma evidência científica significativa de que haja outras aplicações médicas". A Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês), o equivalente nos EUA à Anvisa, reiterou em 2006 que, quando inalado, o ozônio é um gás tóxico não indicado para uso médico.
A ozonioterapia está na lista das Práticas Integrativas e Complementares do SUS (Sistema Único de Saúde), que oferece outros tratamentos alternativos e sem eficácia comprovada, como "imposição de mãos" e "constelação familiar". Entretanto, com a disposição do CFM, a terapia não pode ser administrada por médicos.
Pessoas que comem ao menos cinco ovos por semana são mais saudáveis
De tempos em tempos, o ovo volta a ser tema de estudo nos laboratórios espalhados pelo mundo. A proteína já foi associada tanto a uma vida saudável quanto ao aumento do colesterol e maior risco de doenças cardiovasculares. Desta vez, pesquisadores afir...
De tempos em tempos, o ovo volta a ser tema de estudo nos laboratórios espalhados pelo mundo. A proteína já foi associada tanto a uma vida saudável quanto ao aumento do colesterol e maior risco de doenças cardiovasculares. Desta vez, pesquisadores afirmam que pessoas que têm um ovo no prato, em qualquer uma das refeições, pelo menos cinco vezes na semana, são mais saudáveis, apresentam menor IMC (índice de massa corporal) e têm menos gordura



















