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Por que crianças também precisam fazer exame de colesterol? Entenda

Médico aponta que na infância é mais fácil mudar rotina de hábitos e alimentação, fundamental para o tratamento do colesterol alto

Saúde|Lucas Pimentel*, do R7

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Exame de colesterol deve ser realizado em todas as crianças de 9 a 12 anos
Exame de colesterol deve ser realizado em todas as crianças de 9 a 12 anos

O nível de colesterol alto é algo comum, muitas pessoas têm o problema ou conhecem alguém que passa por isso. Porém, mesmo sendo uma condição frequente e que pode causar danos sérios a saúde, nem todo mundo se preocupa com o fato.

Não pense que assunto merece atenção só entre os adultos, as crianças também estão no grupo de alerta desse problema. Tanto é que a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) recomenda que os exames para identificar os níveis de colesterol devem ser feitos ainda na infância.

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No caso de crianças obesas ou que tenham sido diagnosticadas com diabetes tipo 1 na faixa de 2 a 8 anos, e em todas na faixa de 9 a 12 anos de idade. 

O cardiologista Hélio Castello relaciona a importância da realização de exames na infância com a facilidade das crianças mudarem hábitos. "As crianças são mais suscetíveis quando se institui mudanças nos hábitos e estilo de vida, sendo assim, este é o primeiro e mais importante tratamento para as crianças e adolescentes", diz ele. 

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Segundo o Ministério da Saúde, o colesterol é um conjunto de gorduras naturais, mas que precisam ser ingeridas de forma equilibrada para não causar o excesso do “colesterol ruim” presente no corpo, que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A OMS (Organização Mundial da Saúde), estima que cerca de 75 milhões de crianças terão excesso de gordura corporal até 2025. Na América Latina, a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) estima que três em cada dez crianças e adolescentes, entre 5 e 19 anos, estão com sobrepeso.

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Porém o cariologista ressalta: “Nem toda criança obesa tem colesterol alto e crianças magras também podem apresentar a condição, mas a obesidade infantil é um dos fatores que contribuem para o aumento dos níveis de gordura no sangue em crianças.”

O alerta feito pela OMS influenciou a SBP a recomendar os exame já na infância. “As mudanças nas condutas ocorrem periodicamente de acordo com novos achados científicos e mudanças no estilo de vida da população. Hoje esta recomendação está valendo e ela pode ser modificada com o passar do tempo”, pontua Castello.

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Apesar de importante, o médico lembra que o exame de colesterol não deve ser feito em todas as consultas ao pediatra, mas pelo menos uma vez ao ano conforme a orientação do especialista. Descobrir o problema na infância pode evitar doenças graves na vida adulta.

“Manter cronicamente o nível de colesterol alto no sangue é um fator de risco para as doenças cardiovasculares, tanto em crianças como em adultos. Quando a elevação ocorre precocemente há maior risco de termos adultos doentes no futuro”, observa o médico.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Carla Canteras

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