Logo R7.com
RecordPlus

‘Quanto mais gente na conversa, melhor’, diz especialista sobre conscientização do autismo

Psicóloga e mãe atípica fala da importância de buscar ajuda o quanto antes para lidar com diagnóstico

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O abril azul é uma campanha da ONU para conscientização sobre o autismo e envolver a comunidade.
  • A psicóloga Camila Canguçu destaca a importância do diagnóstico precoce e da intervenção terapêutica para crianças com TEA.
  • Ela enfatiza que o autismo é um transtorno vitalício e que o suporte emocional para as famílias é essencial.
  • A comunicação entre famílias, escolas e instituições é fundamental para promover um ambiente inclusivo e efetivo para as crianças.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O abril azul foi estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de conscientizar a população sobre o autismo, promover o envolvimento da comunidade e trazer visibilidade à causa.

Em entrevista ao Link News desta sexta-feira (3), a psicóloga Camila Canguçu explica como se dá um diagnóstico de TEA (transtorno do espectro autista), qual é o papel das famílias e das instituições e a importância do acompanhamento especializado.


Segundo a profissional, o primeiro passo é observar atentamente o comportamento dos pequenos.

“Quando a criança é pequenininha, já existem algumas características como falta de olhar, não seguir o apontado pelo adulto, não ter tanto interesse, uma criança que faz movimentos muito repetitivos, atraso no neurodesenvolvimento.”


Mas existem terapias que, aplicadas ao cérebro mais flexível das crianças, trazem ótimos resultados. Por isso, ela destaca que “quanto antes começar a intervenção, melhor.”

Parceria entre família, escola e Estado é essencial para lidar com o autismo Imagem Gerada por AI

Camila explica que a principal característica do transtorno é um atraso ou ausência da comunicação.


“Se eu não sei me comunicar, eu posso ter crises disruptivas maiores. Eu não consigo dizer aquilo que eu estou passando, o que eu estou sentindo. Quanto antes essa terapia, maior a chance de essa criança conseguir se comunicar.”

Ela recomenda começar procurando um psiquiatra, um neurologista infantil ou um psicólogo especializado.


E, por mais que o assunto esteja mais difundido, a psicóloga pontua que ainda é necessário cuidado ao traçar os caminhos a serem seguidos após cada diagnóstico.

“Não vamos esquecer de falar com essa família, se for a mãe ou se for o pai, de pensar também num suporte emocional para eles”, diz. “Porque o autismo é para o resto da vida.”

Nesse sentido, ela ainda nota uma falta de comunicação entre famílias e escolas, cuja parceria é primordial para o desenvolvimento saudável das crianças.

“Para nós termos um ambiente mais inclusivo, a família tem que estar envolvida, a escola tem que estar envolvida, o Estado tem que estar envolvido. “Quanto mais gente estiver nessa conversa, melhor”, reforça.

Além de especialista no assunto, Camila é mãe de um filho com autismo. Ela tenta tocar os pais que lidam com os anseios de um diagnóstico, assim como ela lidou com o custo de não procurar orientação.

“No fundo mesmo a gente quer que os nossos filhos sejam felizes. Para isso, eu preciso dar para eles tudo que tiver ao meu alcance. Então procure de coração aberto. E, hoje em dia, tem muita gente competente querendo e aberta para ajudar e para ensinar, então pode procurar ajuda.”

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.