Surto de zika deve se espalhar por toda a América, diz OMS
Desde 2015, doença já atingiu 21 países e territórios da região
Saúde|Do R7

O vírus zika, transmitido por meio do mosquito Aedes aegypti e que é suspeito de causar danos aos cérebros de bebês no Brasil, deve se espalhar por todos os países das Américas, com a exceção de Canadá e Chile, disse a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta segunda-feira (25).
A ocorrência do zika ainda não foi registrada na parte continental dos Estados Unidos, embora uma mulher que contraiu o zika no Brasil tenha dado à luz um bebê com microcefalia no Havaí.
O Ministério da Saúde brasileiro confirmou a relação entre o vírus zika e a microcefalia, má-formação na qual os bebês nascem com cérebros menores do que o normal.
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O Brasil registrou 3.893 casos suspeitos de microcefalia, divulgou a OMS na sexta-feira, mais de 30 vezes o que foi registrado em qualquer ano desde 2010.
A ligeira disseminação da doença, que rapidamente atingiu 21 países e territórios da região desde maio de 2015, deve-se à baixa imunidade da população e à prevalência do mosquito Aedes aegypti, hospedeiro do vírus, disse a OMS em um comunicado.
As evidências sobre outros modos de transmissão são limitadas.
“O zika foi isolado no sêmen humano e um caso de possível transmissão sexual de pessoa para pessoa foi descrito. No entanto, mais evidências são necessárias para confirmar se o contágio sexual é um meio de transmissão do zika”, disse a OMS.
Atualmente, não há evidências de que o zika esteja sendo transmitido aos bebês por meio do leite materno, de acordo com a OMS.
A OMS aconselhou as mulheres grávidas que planejam ir para as áreas de incidência do zika a consultarem seus médicos antes da viagem e após o retorno.
O zika tem ocorrido historicamente em partes da África, do Sudoeste Asiático e em ilhas do Pacífico. Mas trata-se de uma doença com sintomas moderados e há poucos dados científicos sobre o vírus, razão pela qual não está claro por que ele pode estar causando os casos de microcefalia no Brasil, acrescentou a OMS.
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Em meio a um surto de zika vírus no Brasil, muito se sabe a respeito de sintomas, complicações e outros dados de como a doença funciona dentro do corpo humano — mas, e em seu vetor, o mosquito aedes aegypti, como o vírus age? Todo exemplar do aedes é p...
Em meio a um surto de zika vírus no Brasil, muito se sabe a respeito de sintomas, complicações e outros dados de como a doença funciona dentro do corpo humano — mas, e em seu vetor, o mosquito aedes aegypti, como o vírus age? Todo exemplar do aedes é portador do zika? Eles só se alimentam de sangue humano? E por que precisam picar as pessoas? Para responder a estas e muitas outras questões a respeito do maior vilão da saúde atual no Brasil, o R7 conversou com Fernando Bernardini, especialista em insetos, graduado pela Universidade de São Paulo (USP) e responsável pelo desenvolvimento de produtos na Bayer CropScience. Ele conta, entre outras coisas, que uma fêmea do aedes aegypti pode ter, ao longo de toda a sua vida, seis mil descendentes. Confira





























