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Vacina contra câncer de pele pode reduzir em até 49% o risco de morte ou retorno da doença

Resultados são preliminares, mas estudos já investigam eficácia do imunizante em outros tipos de câncer

Saúde|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo de fase 2 mostra que vacina contra melanoma pode reduzir em até 49% o risco de morte ou retorno da doença.
  • 157 pacientes foram acompanhados por cinco anos, sendo que parte recebeu a vacina intismeran junto com pembrolizumabe.
  • Resultados ainda não publicados em revista científica, mas farmacêuticas acreditam em avanços na pesquisa.
  • Vacinas terapêuticas vêm sendo utilizadas há mais de quatro décadas e podem expandir seu uso para outros tipos de câncer.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estudo ainda precisa ser divulgado em revista científica para avaliação por pares Joédson Alves/Agência Brasil - 10.06.2025

Resultados de um estudo de fase 2 indicam que um imunizante contra o melanoma, forma mais agressiva de câncer de pele, pode reduzir em até 49% o risco de recorrência ou morte pela doença.

O levantamento acompanhou, por cinco anos, 157 pacientes com melanoma em estágio 3 ou 4, formas mais avançadas do câncer, após a retirada cirúrgica completa do tumor.

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Uma parte dos pacientes recebeu a vacina, baseada em tecnologia de mRNA e chamada de intismeran, juntamente com pembrolizumabe (vendido com o nome comercial Keytruda), enquanto o grupo de controle recebeu apenas o medicamento.

O estudo foi patrocinado pelas farmacêuticas Moderna e Merck (no Brasil, MSD), esta última responsável pelo pembrolizumabe, e os resultados ainda não foram divulgados em revista científica com avaliação por pares.

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Resultados promissores, mas preliminares

As vacinas terapêuticas não são uma novidade. Elas existem há mais de quatro décadas, diz o oncologista Antonio Buzaid, cofundador do Instituto Vencer o Câncer.

“Elas são aplicadas por via intramuscular e atuam estimulando o sistema imunológico, utilizando uma estratégia semelhante à empregada nas vacinas contra a covid-19”, explica.

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Segundo Buzaid, os novos resultados são considerados promissores mas é preciso lembrar que são preliminares. Ainda não há evidências conclusivas de que vacinas terapêuticas aumentem a sobrevida global após o melanoma.

“Se um estudo de fase 3 confirmar esses resultados, esse tipo de vacina terapêutica deve ser aprovado para melanoma e, possivelmente, para outros tipos de câncer”, afirma Buzaid, que não participou da pesquisa.

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De acordo com as farmacêuticas, o recrutamento de pacientes para o ensaio clínico de fase 3 já foi concluído. Outros estudos também estão em andamento para avaliar a eficácia do imunizante em diferentes tipos de câncer.

O que é melanoma

O melanoma é a forma mais rara e agressiva do câncer de pele. Ele tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e é associado a uma alta possibilidade de metástase.

A doença pode surgir em qualquer parte do corpo, na pele ou nas mucosas, geralmente na forma de manchas, pintas ou sinais.

Segundo o Ministério da Saúde, uma regra adotada internacionalmente em relação à detecção da doença é a do “ABCDE”, que aponta alterações na pele que merecem ser investigadas por um médico:

- Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;

- Bordas irregulares: contorno mal definido;

- Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul);

- Diâmetro: maior que 6 milímetros;

- Evolução: mudanças observadas em suas características (tamanho forma ou cor).

Para reduzir o risco de desenvolvimento do melanoma, é fundamental evitar a exposição excessiva da pele à radiação ultravioleta desde a infância, com o uso de medidas de proteção como o protetor solar. “O dano é cumulativo, por isso o cuidado deve começar cedo”, orienta Buzaid.

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