Saúde Vacina da Pfizer contra bronquiolite tem resultados positivos em bebês

Vacina da Pfizer contra bronquiolite tem resultados positivos em bebês

Imunizante é aplicado na mãe durante a gravidez e demonstrou 82% de eficácia na prevenção dos casos graves da doença nos três primeiros meses de vida 

AFP

Resumindo a Notícia

  • Bronquiolite é uma doença respiratória comum e altamente contagiosa
  • Vacina da Pfizer contra bronquiolite tem bons resultados em bebês
  • Imunizante é aplicado na mãe durante a gestação para gerar imunidade no bebê
  • Pfizer estima que cerca de 102.000 crianças morrem de bronquiolite a cada ano em todo o mundo
Vacina é administradas nas mães durante a gestação

Vacina é administradas nas mães durante a gestação

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O laboratório americano Pfizer anunciou nesta terça-feira (1º) resultados positivos em bebês dos testes de uma vacina contra o VSR (vírus sincicial respiratório), responsável pela bronquiolite, administrada nas mães durante a gravidez.

Com base nos resultados desse ensaio de fase 3, verificou-se que a vacina é cerca de 82% eficaz na prevenção de casos graves nos primeiros três meses de vida e cerca de 69% nos seis meses seguintes.

No entanto, o ensaio revela que a vacina não reduz os casos leves de maneira "estatisticamente significativa", embora os testes mostrem alguma eficácia clínica, disse o laboratório.

Com base nesses resultados, que não foram revisados por cientistas independentes, a Pfizer planeja buscar a autorização da vacina para gestantes até o final do ano nos Estados Unidos e posteriormente em outros países.

A bronquiolite é uma doença respiratória comum e altamente contagiosa, especialmente em bebês de 2 a 8 meses de idade, que causa tosse e falta de ar. Na maioria das vezes, a doença é leve, mas pode exigir levar o bebê ao pronto-socorro ou até mesmo à internação.

A Pfizer estima que cerca de 102.000 crianças morrem de VSR a cada ano em todo o mundo, metade delas com menos de seis meses de idade.

A Sanofi e a AstraZeneca obtiveram em setembro um parecer favorável do Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP, na sigla em inglês) da Agência Europeia de Medicamentos para o nirsevimab, que protege os bebês da circulação do vírus.

Também chamada de Beyfortus, ela difere das vacinas que utilizam tecnologias tradicionais por ser um anticorpo monoclonal, ou seja, desenvolvido em laboratório, e confere à lactante a chamada imunidade passiva com dose única. A Comissão Europeia ainda não autorizou a sua comercialização.

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