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Segurança morre após sofrer 'grave queda' enquanto trabalhava no estádio onde será a final da Copa

Homem sofreu acidente no sábado (10) e óbito foi ontem. Desde a escolha do Catar para sediar evento, vem sendo questionado o tratamento dado aos funcionários do Mundial

|Do R7, com EFE e Agência Estado

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Segurança teria caído no Lusail estádio onde a Argentina conseguiu classificação para Final da Copa
Segurança teria caído no Lusail estádio onde a Argentina conseguiu classificação para Final da Copa

Um segurança do estádio Lusail morreu nesta terça-feira (13), após ficar três dias internado na UTI de um hospital do Catar, devido incidente ocorrido no último sábado, conforme divulgou hoje a organização local da Copa do Mundo.

Em comunicado, é relatado que John Njau Kibue "sofreu uma grave queda enquanto estava de serviço". "As equipes médicas do estádio foram imediatamente ao local e ofereceram tratamento de urgência, antes de levá-lo em uma ambulância à unidade de tratamento intensivo do Hamad Medical Hospital", dia a nota da organização do Mundial.

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"Lamentamos anunciar que, apesar dos esforços da equipe médica, lamentavelmente, ele morreu no hospital, nesta terça-feira, 13 de dezembro, após ficar três dias na UTI. Seus familiares foram informados. Enviamos nossas mais sinceras condolências à família, colegas e amigos nesses difíceis momentos", completa o texto.

A organização da Copa informou ainda que estão sendo investigadas com urgência as circunstâncias que provocaram a queda e que divulgarão mais informações posteriormente. "Também garantiremos que a família dele receba todas os salários e somas de dinheiro pendentes", diz a nota.

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O incidente aconteceu no sábado, quando não aconteceu nenhuma partida no local. A equipe de segurança dos estádios é formada na maioria dos casos por trabalhadores migrantes. Sendo a mioria de quenianos e outros países africanos.

No comunicado oficial, o Comitê Supremo não informou a nacionalidade do operário morto. O Catar vem sendo questionado sobre as condições de trabalho dadas aos mais de dois milhões de migrantes que atuam em diversos segmentos de serviços.

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Um dos chefes da organização da competição, Hassan Al Thawadi, chegou a admitir em entrevista a um canal de TV britânico, TalkTV, a morte de cerca de 500 operários imigrantes durante os preparativos para a disputa do Mundial. 

O Comitê da Copa chegou a afirmar que o número citado por al-Thawadi seria “estatísticas nacionais cobrindo o período de 2014-2020 para todas as mortes relacionadas ao trabalho (414) em todo o país no Catar, cobrindo todos os setores e nacionalidades.”

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O número apresentado pelo comitê na preparação preparação para a Copa foi de apenas 40 pessoas. Eles dizem que 37 foram considerados incidentes não relacionados ao trabalho, como ataques cardíacos, e três de incidentes no local de trabalho.

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