Tecnologia e Ciência Cientistas alertam: relacionamento amoroso com inteligência artificial pode ser muito arriscado

Cientistas alertam: relacionamento amoroso com inteligência artificial pode ser muito arriscado

Alguns pesquisadores defendem que esse tipo de relação isolará ainda mais as pessoas, enquanto outros alegam que usuários serão ajudados

Resumindo a Notícia
  • Especialistas alertam sobre os riscos de se relacionar com uma IA.

  • Discussão começou após um chat se passar por uma jovem e enganar um homem.

  • Pesquisadores dizem que isso poderá isolar ainda mais as pessoas.

  • Outros, no entanto, defende a prática, e dizem que isso será benéfico à todos.

Pesquisadores discutem se relacionamentos com IAs são benéficos ou não

Pesquisadores discutem se relacionamentos com IAs são benéficos ou não

Pixabay

Especialistas alertam sobre os riscos de pessoas desenvolverem relacionamentos afetivos com Inteligências artificiais. Eles afirmam que os chats robóticos conseguem transmitir a sensação de emoção, fazendo com que alguns percam o contato com a realidade.

A discussão sobre se essa tecnologia seria a salvação para pessoas solitárias ou algo que pode deixar as pessoas ainda mais isoladas, veio à tona após um homem ser enganado no Reddit por um robô, que se apresentava com uma mulher de 19 anos chamada "Claudia".

Usuários regulares dos sistemas de chats com IAs tem crescido cada vez mais, principalmente após a criação do ChatGPT — que atingiu 100 milhões de acessos apenas dois meses após seu lançamento, em novembro.

Nigel Crook, diretor do Instituto de Ética e Inteligência Artificial, escreveu para o tablóide The Sun que os chatbots têm a capacidade de manipular emocionalmente as pessoas, já que são programados para gerar conversas com base no que aprendem do usuário, não sendo uma conversa genuína.

Robô se apresentou como jovem de 19 anos chamada "Claudia"

Robô se apresentou como jovem de 19 anos chamada "Claudia"

Reprodução/ Stable Diffusion (via Reddit)

Em um caso recente, uma viúva acusou um chatbot de contribuir para o suicídio do marido, que manteve conversas com o programa similar ao ChatGPT por seis semanas.

"Posso ver que grandes seções da sociedade ficarão tão profundamente enraizadas nesses mundos virtuais e nos profundos personagens de realidade falsa que não seremos capazes de dizer a diferença", completou.

Enquanto isso, Kenny Miao, co-fundador do Paradot (um portal que permite aos usuários criar um avatar para conversar online), disse que esperança é que o aplicativo ofereça aos usuários um "santuário particular" onde possam ser "genuinamente eles mesmos".

A professora da Universidade de Hiroshima, Mayu Koike, conduziu uma pesquisa que defende o suporte que as IAs podem dar para os humanos. Ela mostra que a necessidade humana de amar e ser amado é grande, portanto os relacionamentos podem melhorar a qualidade de vida dos usuários.

Sem dúvida, a questão ainda será profundamente discutida nos próximos anos.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Filipe Siqueira

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