Entenda o que são terras raras e como é feita a exploração desse material
Câmara aprecia nesta quarta (6) projeto que cria a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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A Câmara aprecia o projeto sobre terras raras nesta quarta-feira (6). O PL cria a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos. Mas, afinal, o que são terras raras e por que elas são tão importantes?
Em entrevista ao Link News, Edinei Koester, geólogo e professor, diz que terras raras são um conjunto de elementos químicos distribuídos na natureza.
“Os átomos vão formar os minerais e os minerais em conjunto vão formar rochas. E essas rochas são uma fonte primária das terras raras, de onde a gente pode explorá-las e trabalhar com esses elementos químicos e, a partir daí, produzir todo o desenvolvimento tecnológico, todas as indústrias de tecnologia necessária atualmente, e que tanto tem sido falada e discutida na atualidade”, explica.

Segundo ele, o Brasil é um dos maiores detentores de terras raras do planeta, e é necessário melhorar e ampliar esse conhecimento geológico, dos processos formadores dessas rochas que contêm minerais, que, por sua vez, contêm as terras raras.
“Qualquer rocha que qualquer pessoa pegar na mão, por exemplo, nas suas viagens pelo Brasil, qualquer rocha vai ter um pouco de terras raras. O problema é que esse pouco, na maioria das rochas, é muito pouco. E, para o processo geológico, algumas dessas rochas conseguem concentrar uma quantidade um pouco maior. E essas rochas são as fontes primárias de terras raras, que são os chamados carbonatitos”, destaca.
Koester aponta que a presença de geólogos é imprescindível para definir se uma região é portadora, ou não, de terras raras. E, por meio de estudos — após uma coleta de amostra para análise em laboratório —, é possível confirmar a existência desses elementos.
Sobre a discussão da possibilidade de exploração econômica nos países, o geólogo aponta um maior domínio chinês sobre tecnologias após o mapeamento e a identificação do material. “Na verdade, a China e os Estados Unidos são os dois grandes conhecedores da tecnologia para extrair essas terras raras. E a palavra-chave aqui, acho que é o seguinte: investimento”, diz.
Ele esclarece ainda que a China desenvolveu toda a tecnologia, não só de mapear, de identificar áreas com geólogos, mas de refinar as terras raras, o que é um dos maiores desafios do processo. O refino consiste em separar a rocha coletada em campo e separar a quantidade dos 15 elementos que compõem as terras raras.
“O Brasil teve um desenvolvimento das terras raras na década de 80, começou a produção, pelo menos em pequena escala, mas, a partir daí, teve problemas e toda essa questão das terras raras ficou de lado e não foi desenvolvida”, afirma.
Para o professor, o Brasil deveria investir em toda a cadeia produtiva desse material e, com destaque para a ciência, ao invés de exportar, concentrar a produção em território nacional e evitar comprar depois um produto com valor agregado muito maior.
“A gente tem condições plenas de desenvolver, de extrair as terras raras com consciência ambiental e fazendo tudo de maneira que vai minimizar os problemas”, diz Koester sobre um possível impacto ambiental.
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