Tecnologia e Ciência Estados Unidos aprovam primeira vacina para abelhas, para combater doenças que dizimam colônias

Estados Unidos aprovam primeira vacina para abelhas, para combater doenças que dizimam colônias

O imunizante, que foi desenvolvido pela empresa de biotecnologia Dalan Animal Health, deve ser inserido na geleia real consumida pela rainha

Resumindo a Notícia

  • O governo dos EUA aprovou a produção da primeira vacina para abelhas
  • O imunizante tem como objetivo defender colônias de insetos de uma doença mortal
  • A moléstia conhecida como 'cria pútrida americana' é capaz de destruir colônias inteiras
  • As doses serão aplicadas na geleia real das colmeias, para se espalhar por todas as abelhas
O imunizante tem o objetivo de evitar a contaminação pela Loque Americana

O imunizante tem o objetivo de evitar a contaminação pela Loque Americana

Pixabay

Os Estados Unidos aprovou a primeira vacina para abelhas do mundo para prevenir o desenvolvimento de doenças que destroem colônias inteiras. A polinização de alimentos é afetada diretamente por causa das contaminações que atingem esse inseto.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) foi o responsável por conceder a licença condicional para a vacina, feita pela empresa americana de biotecnologia, Dalan Animal Health. O objetivo da vacina é previnir a contaminação das abelhas pela doença com o estranho nome de "Cria pútrida americana".

Essa doença, causada pela bactéria Paenibacillus larvae, enfraquece e pode até matar a colmeia inteira. Os pesquisadores ainda não encontraram uma cura para a moléstia, o que eleva a importância da vacina. Segundo o jornal The Guardian, um quarto das colmeias foram ao menos parcialmente contaminadas nos Estados Unidos.

De acordo com Keith Delaplane, entomologista da Universidade da Geórgia, que faz parte do desenvolvimento do imunizante, é fácil identificar o contágio: “É algo que os apicultores podem reconhecer facilmente, porque reduz as larvas à uma gosma marrom que tem um cheiro rançoso”.

Quando isso acontece, os apicultores precisam destruir e queimar as colmeias infectadas, além de administrar antibióticos para evitar que a doença continue a se propagar.

Por esse motivo, a vacina estará disponível inicialmente apenas para apicultores comerciais. As instruções da empresa desenvolvedora é que a vacina seja aplicada na geleia real, que será ingerida pela abelha rainha, que assim terá parte da vacina nos ovários.

As larvas provenientes da abelha rainha imunizada também nasceram imunes a doença o que, segundo a Dalan, diminuirá a mortalidade pela Loque.

"Em um cenário perfeito, as rainhas poderiam ser alimentadas com um coquetel dentro de um doce rainha — o açúcar macio e pastoso que as abelhas rainhas comem durante o trânsito. Os criadores de rainhas poderiam anunciar 'rainhas totalmente vacinadas'", diz Annette Kleiser, diretora executiva da empresa.

O imunizante é um grande passo para os Estados Unidos, que possui uma grande dependência nas colônias de abelha para a polinização de alimentos. O alto declínio desse inseto é preocupante para esse setor, mas também para os ecossistemas no geral.

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