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Sol explode de novo e pode aquecer alta atmosfera e causar apagões

Surto magnético está provocando várias explosões solares

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"O Sol explodiu e vamos todos morrer!" — tecnicamente verdade
"O Sol explodiu e vamos todos morrer!" — tecnicamente verdade

O Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM) da Universidade Presbiteriana Mackenzie registrou entre os dias 4 e 6 de setembro um período de atividade importante do sol. Se trata do crescimento rápido do tamanho e da complexidade magnética de uma das regiões ativas presentes na superfície solar.

De acordo com o cientista Jean Pierre Raulin, uma região do sol decuplicou o seu tamanho nas últimas 48 horas, o que causou uma série de surtos solares.O primeiro surto ocorreu na terça-feira, 4/09, quando uma grande quantidade de massa solar foi ejetada. A massa irá viajar pelo meio interplanetário até atingir a Terra entre os dias 6 a 8 de setembro, quando poderá acontecer os efeitos na nossa atmosfera terrestre.Essa atividade afetará nosso cotidiano? "Depende da estrutura e da configuração magnética da nuvem ejetada. No pior dos casos, poderá haver uma tempestade geomagnética com potencial para afetar redes de distribuição de energia elétrica localizadas em altas latitudes.

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No Brasil, por exemplo, o risco é um pouco menor, podendo trazer apagões e perturbações nas telecomunicações", conta o cientista da CRAAM Jean Pierre Raulin.Um outro evento 50 vezes maior, oriundo da mesma região ativa solar, ocorreu hoje, 6/09, às 12h02 (Tempo Universal). Nesse caso, o efeito da radiação que chega a Terra em 8 minutos é quase imediato. Efeitos adicionais, retardados entre 1 e algumas horas, podem acontecer devido a prótons energéticos acelerados no Sol e viajando na direção ao nosso Planeta.

Possíveis efeitos incluem o aquecimento da alta atmosfera, o que dificulta o controle da trajetória de satélites, e falhas ou blecautes nas comunicações na banda HF.Os eventos foram registrados pelos instrumentos do Observatório Solar Mackenzie na sede do CRAAM, e pelo Telescópio Solar para ondas Submilimétricas (SST) operando na Argentina e controlado em tempo real desde a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Além do SST, os instrumentos responsáveis pela detecção são o telescópio solar H-alpha, que registrou um clarão intenso e brilhante na região 12673, e a câmera infravermelha em 30 THz Jean Pierre Raulin é doutor em Física, professor e pesquisador de radioastronomia e explosões solares da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), da Royal Astronomical Society (RAS) e da International Astronomical Union (IAU).

Lembre das outras vezes nas quais o Sol teve um surto de explosões:

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