Brasil

4/2/2013 às 12h42 (Atualizado em 4/2/2013 às 12h49)

Henrique Alves aproveita discurso antes de eleição na Câmara para se defender de acusações

Concorrentes não poupam críticas e falam em mudança

Marina Marquez, do R7, em Brasília

Henrique Alves chama denúncias de "labaredas" e diz que elas não atingem "alicerce" que construiu na Câmara dos Deputados Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

O favorito à presidência da Câmara dos Deputados, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) aproveitou o discurso antes da eleição nesta segunda-feira (4) para se defender das acusações contra ele. Horas antes da sessão de votação, uma revista com dossiê de denúncias contra Alves foi distribuída em todos os gabinetes da Casa e no comitê de imprensa.  

Alves reclamou da revista e disse que a imprensa, em um mês eleitoral, "esqueceu o Henrique deputado" de relatorias importantes para "redescobrir" um Henrique que não existe.  

— O que essa Casa rejeita, esse comportamento sem cara, sem rosto, anônimo, subterrâneo. Um comportamento tão pequeno que quero dizer: as labaredas do fogo amigo, inimigo, deixa para lá de onde partiu. Quem construiu alicerce de casa na ética, essas pequenas labaredas não resistem. De repente, agora, aparece isso, aparece aquilo. São labaredas que não atingem um alicerce de uma vida inteira que construí.  

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Favorito para ganhar a eleição e nome da base governista, o peemedebista  se comprometeu a mudar a atitude diante de vetos presidenciais e disse que as críticas feitas à Câmara muitas vezes tem fundamento.  

— Se esta Casa é a mais injustiçada, e é, se esta Casa é a mais criticada, e é, não é pelos seus defeitos, mas por se expor, se abrir, por ela ser transparente, verdadeira. O ministro Fux [Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal] pode ter exagerado na forma, mas aqui não assumiremos omissões. Eu faço minha mea culpa de termos deixado por 12 anos 3.000 vetos sem ser apreciados, invertendo o papel que agora vamos corrigir. A partir de agora, em sintonia com o Congresso Nacional, um veto não pode ser mais e não vai ser mais a última palavra da ação legislativa.  

Mudança

Os concorentes, que discursaram também por 15 minutos cada, aproveitaram para falar para os parlamentares apostarem em mudança e citaram as denúncias contra Henrique Alves dizendo que são atitudes só dele, de exceção.  

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) defendeu uma agenda positiva do Brasil diante da crise internacional, falou que a Câmara não pode "sentar de costas para o que a sociedade pensa"  e disse que o orçamento imposivito, que obriga a execução das emendas dos deputados, é urgente.  

— Não podemos ficar de pires nas mãos, implorando e mendigando a execução das nossas emendas. O Legislativo não pode olhar outros poderes de baixo para cima. Temos que acabar com a politicagem, que já está ultrapassada nessa Casa.  

Delgado aproveitou ainda para criticar o favorito, deputado Henrique Alves, alvo de denúncias de ter beneficiado um antigo assessor com emendas parlamentares.  

— Precisamos fazer com que emendas sejam, acima de tudo, aquilo que chega aos municípios. Esse pouquinho que chega na nossa base, tem que chegar livre, independente, não pode chegar carimbado. Não podemos transformar que a exceção vire regra. Mandar emenda para empresa de funcionário é exceção, não é a nossa regra.

Hegemonia do PMDB

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) cobrou fiscalização por parte do Legislativo e disse que muita coisa está errada no País não porque não há leis eficientes, mas porque não há cumprimento e fiscalização dessas leis. Aproveitou para dizer que, caso o PMDB tenha o poder nas duas Casas do Congresso, essa fiscalização estará ameaçada.  

— É papel do Parlamento fiscalizar o Executivo e sinceramente, avalizar o predomínio do PMDB, partido de moral homogenea, no Senado e na Câmara, é um perigo para a democracia brasileira. Vejam só o que aconteceu com CPI do Cachoeira.  

Cobrou ainda o discurso dos concorrentes sobre o 14º e 15º salário, disse que ética tem que ser um princípio elementar e prometeu mudanças.  

Esquecida

A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) lamentou ter sido "esquecida" pelo partido que, segundo ela, nem mesmo a questionou se queria concorrer internamente para lançar a candidatura.  

— Não fui chamada dentro do PMDB para dizer se queria ser candidata. Ouvi os parlamentares me perguntarem: Você é a clandestina? A avulsa? A dissidente? Não, sou candidata do PMDB, partido que sempre honrei. Vi parlamentar dizer que não importa página de jornal e redes sociais com denúncias, que isso em dois dias passa. Mas não passa não.  

Rose também fez críticas aos poderes Executivo e Judiciário. Disse que "o Executivo não respeita o Parlamento brasileiro" e que "o Judiciário, para executar uma decisão contra um deputado do lado de cá da rua, tem que primeiro conversar".  

— Eu quero pedir hoje a todos os deputados que não rasguem a Constituição brasileira. Ainda que não queriam ouvir a voz do povo brasileiro, que não tapem os olhos para ver o que o povo quer. O assunto é com a consciência de vocês e que a vontade do povo não seja ignorada.

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