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Justiça libera à Receita quebras de sigilos de 215 investigados na Lava Jato

Doleiro Alberto Youssef e ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa estão na lista

Brasil|Do R7

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Costa (foto), Youssef e outros investigados tiveram sigilo quebrado
Costa (foto), Youssef e outros investigados tiveram sigilo quebrado

A Justiça Federal do Paraná autorizou o compartilhamento com a Receita Federal das quebras de sigilo contra 215 investigados na Operação Lava Jato desde que ela foi deflagrada, em março de 2014.

A medida atende ao pedido do órgão do governo que solicitou acesso aos dados para apurar eventuais fraudes fiscais e exigir, caso comprovada a fraude, a devolução aos cofres públicos dos impostos que tenham sido sonegados.

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A lista inclui nomes que vão desde pessoas físicas como os empreiteiros e doleiros presos na operação até empresas como a própria Petrobras, que teve seus contratos investigados apesar de ser tratada como vítima do esquema de corrupção pela Justiça, e companhias do setor de energia.

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"Observo que a cobrança regular dos tributos atende ao interesse público e que, por outro lado, a configuração do crime contra a ordem tributária demanda, pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o lançamento tributário. Então o compartilhamento no caso além de servir ao interesse público na regular cobrança dos tributos, também atende a finalidades próprias do processo penal", afirmou o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, em seu despacho.

O magistrado, contudo, não liberou para a Receita o acesso aos dados das contas no exterior dos investigados obtidas por meio de cooperação jurídica internacional, pois isso depende de autorização específica das autoridades estrangeiras.

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Moro lembrou ainda que, no caso dos investigados que fizeram acordo de delação premiada — que prevê benefícios como redução da pena aos réus que colaborarem e contarem o que sabem à Justiça —, as ações fiscais contra eles devem ser encaminhadas à força-tarefa da Lava Jato.

A Receita pediu acesso às quebras de sigilos de delatores como Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal e Alberto Youssef, doleiro e um dos principais operadores de propina pego pela operação.

Atualmente, os dados das quebras de sigilos bancários dos 215 investigados que estão na mira da Receita estão com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

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