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PP aprova desembarque do governo Dilma e diz que partido votará a favor do impeachment

Partido trabalha junto com o PT desde 2003, no primeiro ano do governo Lula

Brasil|Do R7, com Reuters e Agência Brasil

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Líder do PP, o deputado Ciro Nogueira é um dos investigados na Operação Lava Jato
Líder do PP, o deputado Ciro Nogueira é um dos investigados na Operação Lava Jato

O PP (Partido Progressista), um dos mais atingidos pelas investigações da operação Lava Jato, decidiu nesta terça-feira (12) declarar voto favorável à aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. A legenda decidiu ainda desembarcar do governo petista, com o qual trabalha junto desde 2003.

De acordo com o líder do partido e ex-ministro das Cidades do governo Dilma, Agnaldo Ribeiro (PB), a "ampla maioria" da bancada deliberou pela votação favorável ao impeachment no próximo domingo, na sessão da Câmara marcada para as 14h.

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Ausente de praticamente todas as sessões da comissão especial do impeachment, o deputado Paulo Maluf (SP) foi um dos que votaram para que o partido apoie o pedido de afastamento de Dilma.

“A bancada do PP, depois de muitos debates, decidiu pela unidade e hoje sai unida. A decisão é histórica e leva à unidade do partido. Vamos sair daqui e comunicar ao presidente [Ciro Nogueira]", disse Ribeiro.

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A decisão não significa que todos os parlamentares votarão pela aprovação do impeachment. Segundo o deputado federal Esperidião Amim (SC), 37 dos 49 deputados do partido votarão a favor da abertura do processo de impeachment. Quanto aos outros, não se sabe. O deputado Sandes Júnior (GO), explicou, no entanto, que não haverá punição para os que não seguirem a orientação da liderança.

Governabilidade e Lava Jato

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Após a saída do PMDB do governo, o PP se tornou o maior partido da base aliada. Na semana passada, o governo da presidente Dilma Rousseff ofereceu cargos de primeiro escalão ao partido, inclusive o Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal. Atualmente o partido comanda o Ministério da Integração Nacional, mas não informou se irá entregar o cargo.

As informações, contudo, são de bastidores e não foram confirmadas nem pelo Planalto nem pelo partido. O governo federal, por enquanto, manteve à frente da Saúde o ministro Marcelo Castro, deputado federal pelo PMDB do Piauí.

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O PP é o partido com maior número de políticos investigados: são 32 no total. A famosa "Lista de Janot", entregue ao STF em 6 de março de 2015, trazia 31 políticos ligados ao partido. O 32º apareceu no novo pedido de inquérito apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em 30 de março deste ano: Mário Negromonte Jr.

O alto número de parlamentares do partido se deve ao fato de que o partido era beneficiado pelos desvios praticados por um dos principais delatores do esquema, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras.

Além disso, dos partidos com a maior bancada no Congresso, o PP era o único em que todos o seus membros escolhidos para compor a comissão especial do impeachment são investigados ou réus por crimes no STF (Supremo Tribunal Federal), conforme revelou reportagem do R7.

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