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Temer diz que manifestações são legítimas e mostram que a população quer mais eficiência

Acusação de ex-ministro e PEC do Teto podem dar força a o movimento "Fora Temer"

Brasil|Do R7

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Temer afirmou que a Constituição garante livre manifestação e que "não há porque reclamar" de protestos organizados e sem violência
Temer afirmou que a Constituição garante livre manifestação e que "não há porque reclamar" de protestos organizados e sem violência

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (28) que as manifestações de rua são legítimas, mostram que a população está cobrando mais eficiência nos serviços públicos e privados, mas que o governo não pode se assustar com protestos.

— Nós não devemos nos assustar com determinados movimentos que pleiteiam cada vez mais eficiência. [...] Não temos que nos impressionar com movimentos sociais, com aqueles que postulam porque são postulações legítimas. Isso só nos faz ficarmos mais atentos ainda para logo alcançarmos o crescimento do País.


A PEC do teto dos gastos, que tem votação no Senado marcada para amanhã, tem feito com que grupos retomem agendas de protestos contra a medida, podendo dar força a o movimento "Fora Temer".

Além disso, a acusação do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de que Temer agiu para atender aos interesses pessoais do então chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, na briga com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) também ampliou o desgaste do governo.


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Temer afirmou que a Constituição garante livre manifestação e que se os protestos são organizados e sem violência "não há porque reclamar".


— Muitas vezes, estes protestos foram desprezados porque neles ingressaram aqueles que não queriam apenas protestar, mas depredar. Eles não souberam exercitar a democracia.

Temer fez a fala durante seminário Brasil Futuro, promovido pela Consulting House, em um hotel de Brasília. O painel do presidente foi intitulado "Perspectivas para o Brasil", mas ele dedicou boa parte de sua fala para traçar "um breve histórico" do Brasil.


— Logo que promulgaram a Constituição Federal a primeira ideia que se tinha era céu azul e que todos achavam que tudo estava resolvido, que a constituinte era a panaceia para tudo. [...] No segundo momento, as pessoas queriam o pão sobre a mesa.

Segundo ele, desde então, há um "processo histórico que não podemos negar" e que muitas vezes um governo "quer destruir o que o outro fez". "Somos obrigados a reconhecer que muitas pessoas deixaram pobreza absoluta. E quando se fala que foram para a classe média, elas foram para o primeiro patamar da classe média", afirmou, sem citar nominalmente a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apenas fazendo referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

— A nova classe média uniu-se à existente e passou a exigir, a protestar.

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Temer disse ainda que recentemente o governo "verificou uma mudança de chefia" e que como ele era vice-presidente assumiu legitimamente no lugar da ex-presidente Dilma Rousseff.

— Ao longo do tempo, verificaram-se muitas contestações e por dispositivo constitucional fui alçado a presidente da república.

O presidente destacou que assim que assumiu viu que a primeira ideia do governo deveria ser o diálogo.

— Se você na democracia não entender que é fundamental o diálogo, democrata você não é.

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