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Moraes determina que deputado Cabo Gilberto Silva seja investigado por atos de 8 de janeiro

O ministro do STF também determinou que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara apure o caso

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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O deputado federal Cabo Gilberto Silva no plenário da Câmara
O deputado federal Cabo Gilberto Silva no plenário da Câmara Câmara dos Deputados - 7.2.2023

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (17) que seja investigado o papel do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) nos atos extremistas de 8 de janeiro, que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O ministro também mandou o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara e a Polícia Federal apurarem a conduta do deputado. O ministro analisou uma notícia-crime apresentada pelo diretório do Psol na Paraíba.

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Além do parlamentar, também serão alvo de apurações Walber Virgolino (PL), deputado estadual na Paraíba; Nilvan Ferreira (PL), que foi candidato ao governo do estado no ano passado; e a vereadora por João Pessoa Eliza Virgínia (Progressistas). O ministro também determinou que o pedido de investigação contra a ex-primeira dama da Paraíba, Pâmela Bório, seja incluído em processo na Corte sobre os atos de 8 de janeiro.

"Imprescindível, portanto, a realização de diligências, inclusive com o afastamento excepcional de garantias individuais que não podem ser utilizadas como um verdadeiro escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas, tampouco como argumento para afastamento ou

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diminuição da responsabilidade civil ou penal por atos criminosos", disse Moraes. 

Nilvan Ferreira publicou um vídeo do momento em que os extremistas subiam a rampa do Congresso Nacional. Na postagem, Nilvan dizia que o povo não aceitaria "a morte da liberdade". 

Segundo Moraes, Walber, Nilvan e Eliza atuaram por meio das redes sociais para incentivar os atos. Já Pâmela Bório participou da invasão ao Congresso Nacional. Ela compartilhou o momento nas redes sociais e filmou a si mesma e a outros no telhado do Congresso, área de circulação restrita. 

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