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PF investiga grupo por desviar R$ 1,9 milhão de prefeituras em três estados

Prejuízos foram identificados em Minas Gerais, no Tocantins e em Santa Catarina; foram cumpridos mandados no DF, MA, PI, TO e SP

Brasília|Natália Martins, da Record TV

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Suspeitos flagrados fazendo saques do dinheiro desviado em caixas eletrônicos
Suspeitos flagrados fazendo saques do dinheiro desviado em caixas eletrônicos

Pelo menos cinco prefeituras em três estados tiveram mais de R$ 1,9 milhão desviados por um grupo criminoso suspeito de fraudar contas bancárias de municípios e de secretarias estaduais. Para investigar e conter a atuação dos envolvidos, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cyber Impetum nesta quinta-feira (16).

A prefeitura de Jenipapo de Minas (MG) foi a que sofreu os maiores desvios, que somam quase R$ 600 mil. A cidade com o segundo maior prejuízo foi Tupirama (TO), com o desfalque de R$ 347 mil. Também tiveram as contas desviadas os municípios de Santa Helena de Minas (MG), Curral de Dentro (MG) e Talismã (TO).


Os agentes da PF cumpriram 13 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Maranhão, Piauí, Tocantins e São Paulo. Duas pessoas foram presas em flagrante após a polícia encontrar armas irregulares em suas casas.

Também foram executadas ordens judiciais de apreensão e bloqueio de bens e valores de alvos da operação, com o objetivo de recuperar o dinheiro desviado.


Engenharia social

Segundo a PF, as fraudes foram realizadas pelo grupo em janeiro de 2022 com uso de engenharia social — técnica empregada por criminosos virtuais para induzir usuários a enviar dados confidenciais e infectar os computadores. A corporação identificou prejuízos financeiros a pessoas jurídicas, órgãos e entidades governamentais.

Após a obtenção dos dados bancários, um integrante da organização fazia operações pela internet, efetuando transferências eletrônicas para contas bancárias diversas.


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Prejuízo maior

De acordo com as investigações, o valor desviado pelo grupo pode ser ainda maior, porque, além dos clientes que formalizaram o registro de ocorrência ilícita junto à instituição financeira, também foram identificados acessos que ocorreram em contas de outros clientes que, até o momento, não registraram contestações.

São investigados os crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude em ambiente cibernético e lavagem de dinheiro.

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