Cidades

23/5/2013 às 01h10

Amigos de humorista Picolina falam à polícia nesta quarta sobre crime

Parentes e outros amigos que já foram ouvidos apontaram namorado como suspeito

Sylvia Albuquerque, Do R7

Corpo de humorista tinha pelo menos marcas de três facadas; laudo ainda vai apontar a causa da morte Reprodução/Facebook

Quatro amigos do humorista Picolina devem prestar depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (23), em Fortaleza (CE). As testemunhas foram apontadas pelos parentes do humorista como pessoas que conviveram com ele nos últimos dias de vida. Entre elas, uma vizinha que limpava a casa onde Picolina morava.

Um homem com quem a vítima se relacionava foi indicada pelos familiares e outras testemunhas que já foram ouvidas como tendo ligação com o homicídio. No entanto, a polícia afirmou que ainda não existem provas técnicas para que a prisão desse suspeito, já identificado, seja pedida à Justiça.

Segundo o escrivão José Wilkens, vizinhos e parentes relataram que o namorado teria discutido com Picolina por ciúme. A casa do humorista estaria sempre cheia de amigos e o namorado teria desconfiado que ele estivesse se envolvendo com um deles. O suspeito ainda teria levado um valor de cerca de R$ 1.000 que Picolina ganhou de cachê. Familiares disseram em depoimento que o crime passional é o único motivo para a morte.

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A polícia informou que vai concluir os depoimentos e aguardar os laudos realizados pela perícia para decretar se realmente o namorado será considerado como suspeito. Uma das testemunhas disse que ele é casado e mesmo assim mantinha um relacionamento com Picolina.

Relembre

O corpo de Francisco Igor foi encontrado no dia 15 deste mês em avançado estado de decomposição. Segundo o perito, o cadáver tinha marcas de pelo menos três facadas e uma rede enrolada no pescoço. No entanto, um laudo ainda deve apontar a verdadeira causa da morte. Vizinhos chamaram a polícia depois de sentirem um forte cheiro saindo no local.

O corpo foi sepultado no fim da tarde de quinta-feira (16) na cidade de Aracaru, região metropolitana da capital. O pai de Picolina, José Albino Furtado, disse que o filho estava morando em uma região muito perigosa, mas descartou qualquer tipo de envolvimento com droga.

— Ele colocava todo tipo de gente em casa. Confiava em todo mundo e achava que ninguém fazia mal para ele. Nessas, ele pode ter encontrado a morte.

O caso está sendo investigado pelo DHPP (Delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa).

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