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Mais de 19 mil famílias são afetadas por cheias em quatro Estados

Dez cidades do Norte do País estão em estado de emergência ou de calamidade pública

Cidades|Amanda Mont'Alvão Veloso e Ana Ignacio, do R7

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Medicilândia, no Pará, está em estado de emergência por conta da elevação do nível do rio Surubim
Medicilândia, no Pará, está em estado de emergência por conta da elevação do nível do rio Surubim

As cheias nos rios Madeira e Xingu já afetaram mais de 19 mil famílias, que precisaram sair de suas casas e irem para abrigos ou serem alojadas por amigos. Os dados são da Defesa Civil dos Estados e das prefeituras.

Só no Amazonas, há pelo menos 13.349 famílias desabrigadas, desalojadas ou ilhadas, de acordo com a Defesa Civil do Estado.


Em Rio Branco, no Acre, a prefeitura informa que há mais de 1.000 famílias deslocadas de suas casas.

Em Porto Velho (RO), o Corpo de Bombeiros contabiliza 1.672 grupos familiares desalojados e 776 em abrigos públicos. O nível do rio Madeira subiu novamente na capital de Rondônia e bateu mais um recorde de cheia ao atingir 19,09 m na manhã desta quarta-feira (12), segundo dados da ANA (Agência Nacional de Águas).


No Pará, a Defesa Civil do Estado registrou pelo menos 2.288 famílias afetadas nos municípios de Altamira, Medicilândia, Marabá, Tucuruí e São Félix do Xingu.

A cidade de Humaitá, no Amazonas, está em estado de calamidade pública, e outros nove municípios estão em situação de emergência, de acordo com o Ministério da Integração Nacional.


Rio Branco (AC), Boca do Acre (AM), Guajará (AM), Ipixuna (AM), Lábrea (AM), Porto Velho (RO), Guajará-Mirim (RO), Nova Mamoré (RO) e Rolim de Moura (RO) estão em estado de emergência.

O prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, o coordenador municipal da Defesa Civil, José Pimentel e o secretário municipal de planejamento, Jorge Elarrat, viajaram a Brasília na última terça-feira (11) para reivindicar o estado de calamidade pública para a capital rondoniense. De acordo com informações da prefeitura do município, o objetivo é conseguir recursos para a reconstrução da cidade.


Ainda segundo a prefeitura, na avaliação de Nazif, os prejuízos causados aos setores público e privado justificam o estado de calamidade pública, "pois somente na agropecuária as perdas já somam R$ 978 milhões. Os estragos em 31 prédios públicos ultrapassam os R$ 100 milhões e o setor privado já contabiliza mais de R$ 300 milhões".

De acordo com a Defesa Civil, Humaitá está completamente ilhada e só se chega à cidade de avião ou de balsa. O transporte fluvial, porém, leva pelo menos seis dias. O órgão informou também que as inundações acentuaram o número de acidentes com cobras e escorpiões.

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