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Sobreviventes da Kiss começam a ser ouvidos pela Justiça

O músico Marcelo de Jesus dos Santos, um dos réus do processo, acompanhou os depoimentos

Cidades|Do R7

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Incêndio deixou 242 mortos em janeiro deste ano
Incêndio deixou 242 mortos em janeiro deste ano Deivid Dutra/ESTADÃO CONTEÚDO

Os 60 sobreviventes da tragédia da boate Kiss, em Santa Maria (RS), começaram nesta quarta-feira (26) a serem ouvidos no salão do júri do Fórum da cidade, na primeira etapa do processo criminal sobre o incêndio no estabelecimento, onde morreram 242 pessoas. O vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, um dos réus do processo, acompanhou os depoimentos.

Pela manhã, foram ouvidos a funcionária Giovana Rist. Giovana afirmou não haver plano de esvaziamento do local. Também foram ouvidos Saulo Preigschadt e Daniela Medida. Preigschadt e Daniela falaram sobre os seguranças terem impedido a saída dos clientes da boate. Uma vítima não compareceu para prestar depoimento. As audiências para as vítimas testemunharem deve se encerrar no dia 10.

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Manifestantes

Cerca de 150 manifestantes estão acampados dentro do prédio da Câmara de Santa Maria desde a noite desta terça-feira, 25, para pressionar a Casa a afastar integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga responsabilidades públicas pela tragédia da Kiss. O grupo também quer a exoneração do procurador jurídico da Câmara Municipal, Robson Zinn, porque ele é do mesmo partido do prefeito Cezar Schirmer (PMDB). Diante da ocupação, a reunião desta quarta-feira da CPI, que previa depoimentos de Schirmer e da procuradora jurídica do município, Anny Desconzi, foi cancelada.

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A mobilização começou pela descoberta de uma gravação na qual a presidente da CPI, Maria de Lourdes Castro (PMDB), o vice-presidente Tavores Fernandes (DEM) e um assessor criticam a relatora Sandra Rebelato (PP). Um deles dá a entender que a CPI não deveria dar em nada. O incêndio da boate aconteceu em 27 de janeiro e deixou um saldo de 242 mortos.

Incêndio

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O incêndio dentro da boate Kiss no centro de Santa Maria, cidade a 290 km da capital, Porto Alegre, aconteceu na madrugada de 27 de janeiro.

O fogo começou porque, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, um dos integrantes acendeu um artefato pirotécnico — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que ao ser lançado atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se espalharam em poucos minutos.

A casa noturna estava cheia na hora que o fogo começou. Cerca de mil pessoas estariam no local. O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Os donos não tinham qualquer autorização do Corpo de Bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da boate estava vencido desde agosto de 2012, afirmou o Corpo de Bombeiros.

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