Ação da Petrobras desaba mais de 7%, vale R$ 4,80 e puxa queda da Bolsa
Instabilidade do preço do petróleo no exterior e indefinição na petroleira puxaram queda
Economia|Do R7, com Reuters

A instabilidade do preço do petróleo no mercado internacional e a apreensão quanto aos riscos de endividamento e de vendas da Petrobras fizeram a ação preferencial da petroleira despencar 7,16% nesta segunda-feira (18). Os papeis preferenciais da Petrobras encerraram o dia valendo R$ 4,80. Foi a primeira vez, desde julho de 2003, que as ações romperam a barreira dos R$ 5.
A ação ordinária da petroleira também se desvalorizou, mas num ritmo menor: 6,11% de queda, valendo R$ 6,30. O Ibovespa terminou a segunda-feira com queda de 1,64%, renovando mínimas desde 2009.
No exterior, os preços do petróleo renovaram mínimas desde 2003, com o mercado preparando-se para receber exportações adicionais do Irã depois que as sanções internacionais ao País foram retiradas no fim de semana.
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No que diz respeito à Petrobras, uma das principais preocupações de investidores é a eventual necessidade de ajuda do Tesouro Nacional ou nova capitalização via emissões de ações, dado o elevado nível de endividamento da petroleira e dificuldades para implementar seu plano de desinvestimentos.
Na última sexta-feira, executivos da estatal afirmaram que uma ajuda do governo não está no radar e que seria a última opção. A equipe de analistas do UBS destacou em relatório na semana passada que o plano de desinvestimento ainda pode ajudar a criar valor para a companhia, mas ponderou que os desafios crescem e que eles ainda vêm riscos elevados de uma oferta de ações, "embora provavelmente não este ano".
No ano, ambas as ações da Petrobras acumulam queda ao redor de 25%.














