Conta de luz deve subir 49,2% no acumulado deste ano, segundo BC
Comitê do Banco Central espera alta de 8,9% no preço da gasolina e de 15% no bujão de gás
Economia|Do R7

O BC (Banco Central) divulgou, nesta quinta-feira (10), a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) da última reunião, realizada nos dias 1º e 2 deste mês, quando manteve a taxa básica de juros, Selic, em 14,25% ao ano. O relatório aponta as expectativas de alta dos preços da gasolina, do botijão de gás e da energia elétrica neste ano.
O reajuste na conta de luz, por exemplo, teve um leve recuo em comparação à ata anterior (divulgada em agosto). Agora, o BC espera uma alta acumulada neste ano de 49,2%. Antes, a expectativa era de que, em 2015, a energia elétrica ficasse 50,9% mais cara para os brasileiros.
A gasolina, que antes se previa um aumento de 9,2%, agora deve subir 8,9% neste ano. Já o preço do gás de bujão, que se estimava ter uma alta de 4,6%, passou para um reajuste de 15%, que já aconteceu. No dia 1º deste mês, a Petrobras informou às distribuidoras de gás que o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), também conhecido como gás de botijão, ficaria em média 15% mais caro nas refinarias.
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A única queda esperada entre os preços administrados que foi detalhada pelo Copom é das tarifas de telefonia fixa. Antes era esperado -3%, agora a queda deve chegar a 3,5% neste ano. Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, projeta-se variação de 15,2% em 2015, ante 14,8% considerados na reunião do Copom de julho.
Mais uma vez, o Copom afirma que as informações disponíveis sugerem “certa persistência da inflação”, o que se reflete, em parte, na dinâmica dos preços no segmento de serviços e, “no curto prazo, o processo de realinhamento dos preços administrados e choques temporários de oferta no segmento de alimentação e bebidas”.
As projeções coletadas pelo Gerin (Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais) para a variação da inflação oficial, o IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo), neste ano passou de 9,23% para 9,28%. Já as previsões para 2016 recuaram de 5,40% para 5,51%.
O Copom afirma ainda que “cabe especificamente à política monetária manter-se especialmente vigilante, para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos”.
Ao final do documento, o comitê diz que “o cenário de convergência da inflação para 4,5% no final de 2016 tem se mantido, apesar de certa deterioração no balanço de riscos”. O texto foi modificado nesta ata, já que anteriormente o cenário de convergência estava “fortalecido” e não havia menção para a deterioração dos riscos.
— Para o Comitê, os avanços alcançados no combate à inflação — a exemplo de sinais benignos vindos de indicadores de expectativas de médio e longo prazo — mostram que a estratégia de política monetária está na direção correta. Por outro lado, elevações recentes de prêmios de risco, que se refletem nos preços de ativos, exigem que a política monetária se mantenha vigilante em caso de desvios significativos das projeções de inflação em relação à meta.














