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Ibovespa fecha em queda de 1,15%, com perda semanal de 0,75%

Taxa de desemprego americana, estável em 3,6% pelo terceiro mês seguido, contaminou mercado de ações brasileiro

Economia|Do R7

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Taxa de desemprego dos EUA influenciou queda do Ibovespa na sexta (3)
Taxa de desemprego dos EUA influenciou queda do Ibovespa na sexta (3)

O Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, encerrou esta sexta-feira (3) em queda de 1,15%, a 111.102,32 pontos. Para analistas, o resultado se deve à "contaminação" por preocupações relativas ao ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos, após dados do mercado de trabalho reforçarem a percepção de que a economia americana permanece aquecida.

O volume financeiro no pregão da sexta somou R$ 19,71 bilhões. Na semana, o Ibovespa contabilizou queda de 0,75%, interrompendo uma sequência de três altas.


Nos EUA, foram abertos em maio 390 mil postos de trabalho fora do setor agrícola, acima do que o mercado havia previsto. A taxa de desemprego permaneceu em 3,6% pelo terceiro mês consecutivo, mesmo com mais pessoas entrando na força de trabalho.

Os principais índices acionários em Wall Street reagiram negativamente a esses números, uma vez que o mercado de trabalho é um elemento-chave para o Federal Reserve calibrar o ritmo do aperto monetário, segundo análise feita pela XP Investimentos e enviada em nota a clientes. O americano S&P 500 fechou em queda de 1,63%.

Para o gestor e sócio-fundador da Trígono Capital, Werner Roger, os números mostram uma economia aquecida e com desemprego menor, o que apoia a tese de que os juros podem subir mais intensamente e mais rapidamente, "tudo que o mercado não quer". Ele acrescenta: "Wall Street é a nossa biruta... para onde pender lá, a gente acaba seguindo".

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