Inflação oficial acumulada em 12 meses recua e fica em 5,84%
O centro da meta do governo é de 4,5% e o limite é de até 6,5% em um ano
Economia|Do R7

A inflação oficial de outubro, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou 0,22 ponto percentual acima da taxa de setembro (0,35%) e teve crescimento de 0,57%. Assim, o IPCA acumulado no ano foi para 4,38%, coincidindo com os 4,38% registrados em igual período de 2012.
No entanto, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 5,84%, abaixo dos 5,86% relativos aos 12 meses anteriores.
No mês passado, o principal impacto na inflação veio das carnes, com 0,08 ponto percentual do IPCA. Os preços das carnes aumentaram, em média, 3,17%, chegando a 5,85% na região metropolitana de São Paulo.
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Outros alimentos importantes na mesa do consumidor também aumentaram, com destaque para o tomate, cuja alta foi de 18,65%, mas atingiu 52,69% na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Com estes e outros aumentos, o grupo alimentação e bebidas subiu 1,03% em outubro, acima dos 0,14% de setembro, e foi o principal responsável pela aceleração do IPCA de um mês para o outro, ficando com uma parcela de 0,25 ponto percentual, ou 44% do índice.
Ainda que o grupo dos alimentos tenha apresentado alta, alguns deles ficaram mais baratos de setembro para outubro:
Produtos e serviços
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco mostraram resultados superiores aos verificados no mês anterior e quatro apresentaram redução. A maior variação de grupo foi a dos artigos de vestuário, que foram para 1,13%, vindo de 0,63% em setembro. As roupas femininas atingiram 1,34% e as masculinas, 1,28%.
Nos artigos de residência, que passaram de 0,65% em setembro para 0,81% em outubro, o principal destaque ficou com o item mobiliário, cujo aumento foi de 1,28%.
O grupo das despesas pessoais (de 0,20% em setembro para 0,43% em outubro) e o de comunicação (de -0,04% para 0,08%) também mostraram aceleração nas taxas de crescimento de preços de um mês para o outro.
Transporte
Por outro lado, o grupo transportes, mesmo deixando para trás a queda registrada tanto na gasolina (de -0,42% para 0,01%) quanto no etanol (de -0,72% para 0,93%), perdeu força, indo para 0,17% em outubro ao passo que no mês de setembro havia apresentado alta de 0,44%. Isso se deve, entre outros itens, às passagens aéreas, que tiveram queda de 1,96% em outubro, ao passo que em setembro haviam subido 16,09%.
Habitação
Já em habitação, que ficou com 0,62% em setembro e 0,56% em outubro, itens importantes ficaram mais caros, como aluguel, que subiu 1,02%, e gás de botijão, com alta de 1,56%. No entanto, ocorreu queda de 0,58% nas contas de energia elétrica, o que levou o resultado do grupo a ficar abaixo do registrado no mês anterior.
Saúde e cuidados pessoais, que foi de 0,46% em setembro para 0,39% em outubro, e Educação (de 0,12% para 0,09%) também perderam força de um mês para o outro.
Região
Dentre os índices regionais, o maior ficou com o município de Goiânia (0,92%), onde a gasolina chegou a 3,91% e o etanol passou a custar 5,85% a mais de setembro para outubro.
Além disso, também em Goiânia, o aumento nos preços dos alimentos superou a média nacional, atingindo 1,24%. Salvador (0,14%) apresentou o índice mais baixo do mês, tendo em vista a queda de 8,45% nos preços da gasolina e de 6,42% nos do etanol.















