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Inflação oficial desacelera em abril, mas preços de alimentos e remédios pressionam índice

IPCA acumula alta de 2,60% no primeiro quadrimestre deste ano; acumulado nos últimos 12 meses é de 4,39%, segundo dados do IBGE

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A inflação oficial do Brasil desacelerou em abril, fechando em 0,67%.
  • O IPCA acumulou alta de 2,60% no primeiro quadrimestre e 4,39% nos últimos 12 meses.
  • Os alimentos e produtos de saúde foram os principais responsáveis pela pressão inflacionária.
  • A gasolina teve desaceleração no índice, com impacto significativo, mesmo em meio à alta do petróleo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alimentos e itens do grupo de Saúde e Cuidados Pessoais tiveram impacto de 67% no resultado Tânia Rêgo/Agência Brasil – Arquivo

A inflação oficial do país, verificada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou em abril e fechou o mês em 0,67%. O resultado foi puxado, principalmente, pela alta dos itens dos grupos de Alimentos e Saúde e Cuidados Pessoais.

Juntas, essas duas categorias representam 67% do resultado do mês. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


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Apesar da desaceleração, o índice acumula alta de 2,60% no primeiro quadrimestre deste ano e de 4,39% nos últimos 12 meses — acima do centro da meta do governo (3,00%).

Em relação aos alimentos, e assim como em março, esse grupo foi responsável pela pressão na inflação. No mês passado, eles tiveram a maior variação e o maior impacto no índice, de 1,34% e 0,29 ponto percentual, respectivamente, segundo o IBGE.


Enquanto isso, as maiores altas nessa categoria apareceram nos preços da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%).

Já no grupo Saúde e Cuidados Pessoais, a alta foi de 1,16%, e o impacto, de 0,16 ponto percentual no índice de abril. Nesse caso, encareceram produtos farmacêuticos (1,77%) — após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril —, e artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para perfumes (1,94%).


Em meio à guerra no Oriente Médio e à alta no preço do petróleo, a gasolina continua a ter influência relevante para o indicador e foi o produto com maior impacto individual. Ainda assim, houve desaceleração no preço dela: de 4,59%, em março, para 1,86%, em abril.

Os demais grupos considerados tiveram variações abaixo de 1% e registraram resultados entre 0,06%, como no caso de transportes e educação, e 0,65% (artigos de residência).

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