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Juiz dos EUA determina que banco continue retendo pagamento da Argentina

Governo argentino alertou ao BNY que o responsabilizará por possíveis prejuízos

Economia|Do R7

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Bloqueio do pagamento deve permanecer até o pagamento dos fundos que recusaram trocas aos títulos não pagos desde 2001
Bloqueio do pagamento deve permanecer até o pagamento dos fundos que recusaram trocas aos títulos não pagos desde 2001

O juiz norte-americano responsável pelo caso de calote da Argentina determinou na última quarta-feira (6) que o BNY (Bank of New York Mellon) continue retendo a quantia que o país depositou para pagar os detentores de títulos reestruturados.

A Argentina havia dito na terça-feira (5) que exigiria que o BNY Mellon distribuíssem entre seus credores reestruturados os R$ 1,22 bilhões (US$ 539 milhões) que caíram em um limbo devido à decisão judicial que impediu o país de finalizar o pagamento de juros antes da data limite de 30 de julho.

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O governo argentino alertou na quarta-feira o Bank of New York Mellon que o responsabilizaria por qualquer prejuízo que pudesse sofrer pelas "ações e omissões" da entidade.

Mas o juiz Thomas Griesa afirmou que o banco não poderá ser culpado pois está cumprindo uma ordem.

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Entenda: Situação da Argentina é semelhante à de pessoa que não consegue negociar dívida no cartão de crédito

"O pagamento da Argentina ao BNY foi ilegal", disse Griesa em um documento judicial fechado na quarta-feira em Nova York ao qual a Reuters teve acesso. 

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— O BNY deverá reter os recursos em suas contas no BCRA (banco central argentino) até que haja uma nova ordem desta corte.

Griesa bloqueou o pagamento da dívida reestruturada enquanto a Argentina não pagar R$ 3,42 bilhões (US$ 1,5 bilhão) aos fundos que recusaram as trocas oferecidas pelo país aos títulos não pagos desde o calote de 2001 — 2002.

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