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Policiais Federais levam até o celular de Eike Batista

Busca e apreensão aconteceu em duas mansões do ex-bilionário no Rio de Janeiro

Economia|Do R7

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Na operação de hoje, os agentes da PF já apreenderam seis carros, o celular do próprio Eike, entre outros bens
Na operação de hoje, os agentes da PF já apreenderam seis carros, o celular do próprio Eike, entre outros bens

Agentes da PF (Polícia Federal) cumpriram, no início da manhã desta sexta-feira (6), mandados de busca e apreensão em duas casas do empresário Eike Batista.

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Os mandados foram expedidos pelo juiz titular da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Flávio Roberto de Souza, como parte da decisão de bloquear ativos financeiros e bens móveis e imóveis de Eike e seus familiares, no valor de R$ 3 bilhões.

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Na quinta-feira (5), em entrevista ao R7, o juíz explicou que o prejuízo do empresário é fixado em dólar e, com a alta do câmbio, o valor deferido no ano passado já não cobre mais a dívida de Eike Batista.

Ao Broadcast, o juiz afirmou que uma das justificativas para o bloqueio foi o fato de o empresário, em meio à crise que atingiu suas companhias, ter feito doações a seus parentes.

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Segundo o Souza, Eike doou seis imóveis em 2013 aos parentes, além de montantes em dinheiro. Somente Thor, filho mais velho de Eike, recebeu R$ 137 milhões.

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Na operação de hoje, os agentes da PF já apreenderam seis carros, o celular do próprio Eike, entre outros bens. Para o advogado do empresário, Sérgio Bermudes, a decisão do juiz é uma "brutalidade", visto que Eike ainda não foi julgado culpado das acusações.

Bermudes informou que pretende recorrer ao juiz para revogar a decisão. Além disso, revelou ainda que deve recorrer ao Tribunal Regional Federal e denunciar o que chama de "selvageria" ao Conselho Nacional de Justiça e ao procurador geral da República.

A Justiça do Rio determinou o bloqueio no mês passado, medida que foi cumprida no início desta semana. No ano passado, já tinham sido bloqueados R$ 239 milhões, mas o valor foi agora ampliado e a ação, estendida aos familiares do empresário.

Inicialmente, Eike respondia a um processo, com duas acusações: manipulação de mercado e uso de informação privilegiada. Segundo o juiz Souza, outros processos, vindos de São Paulo, estão sendo unificados, com outras três acusações: falsidade ideológica, formação de quadrilha e indução do investidor ao erro. O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) deve entregar as denúncias no próximo dia 11.

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